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Viagem no tempo pelas aldeias históricas portuguesas

Um passeio demorado por espaços pitorescos e com um valioso património. Uma sugestão para descobrir Portugal.
Por Luís Oliveira|06.07.17
Uma aldeia na serra do Açor que mais parece um presépio 
Piódão surpreende na encosta da serra do Açor. Nesta aldeia do concelho de Arganil, distrito de Coimbra, residiam em 2011 apenas 178 pessoas, em regime de permanência. Atualmente serão menos. As casas possuem as tradicionais paredes de xisto, tecto coberto com lajes e portas e janelas de madeira pintadas de azul. O aspeto que a luz artificial lhe confere, durante a noite, em conjugação com a disposição das casas, faz com que receba a chancela de ‘aldeia-presépio’. Esta aldeia está classificada como Imóvel de Interesse Público e é muito procurada pelos amantes do turismo rural. Ali pode alugar uma casa para desfrutar de alguns dias num ambiente de profunda ruralidade. Passar uma noite de inverno no Piódão, com chuva e trovoada, é uma das melhores experiências que se pode ter.

Terra onde cristãos e judeus conviveram em harmonia  
A vida em trancoso passa-se no interior da cerca muralhada, que começou a ser construída no século XII, mas que, mais tarde, viria a ser ampliada pelos reis D. Afonso III e D. Dinis. Trancoso, sede de concelho do distrito da Guarda, onde residem 9800 pessoas, é conhecido por ser um burgo onde durante muitos anos conviveram cristãos e judeus em harmonia. Foi terra de fronteira, palco de diversas lutas e batalhas marcantes para a formação e independência do reino. Pelas ruelas do interior da cerca ainda hoje podemos ‘beber’ usos e costumes de outros tempos. O património arquitetónico e religioso é o principal fator que faz da cidade uma das localidades do Interior mais procuradas pelos turistas. No largo do município ergue-se a estátua do Bandarra.  

Pelos caminhos de um cenário de outros tempos  
Localizada no cimo de um monte no concelho de Meda, Marialva transporta-nos para os tempos mais profundos da história do nosso país. Em 2011 eram 255 os habitantes que davam vida a uma terra que conserva o perfil de uma cidade romana. Ao entrar em Marialva ficamos com a sensação de que entramos num cenário histórico. As ruas estreitas e acolhedoras separam edifícios resistentes ao tempo. A cidadela está cercada pelas muralhas. No interior, destacam-se a praça assinalada pelo pelourinho e pelo edifício da antiga casa da câmara, o tribunal e a cadeia. Não muito longe dali podemos visitar a torre de menagem, a igreja de Santiago, com o seu tecto pintado, e a capela da Misericórdia. Marialva mostra-nos os tesouros que ajudam a perceber o passado.

Povoado que é um anel de pedra a 700 metros de altitude
É considerada uma das aldeias mais belas de Portugal. Sortelha apenas consegue cativar a presença de cerca de quatro centenas de habitantes, mas quem ali habita pode dizer que todos dias faz história em manter a vida num sítio tão bonito. Esta aldeia do concelho do Sabugal tem mantido a sua fisionomia urbana e arquitetónica inalterada até hoje. É dos povoados mais antigos e, também, dos mais bem conservados. Localizada a 700 metros de altitude e com a linha do horizonte a muitos quilómetros de distância, Sortelha é conhecida por ter a forma de um anel gigante. Ponto prévio para quem quiser visitar Sortelha como deve ser: não ter vertigens, pois é necessário subir e descer escadas que mais parecem muros. A visita pelas ruas e vielas do centro da aldeia, enclausuradas por um anel defensivo e vigiadas por um castelo do século XIII, possibilita ao visitante recuar no tempo até há muitos séculos atrás, entre as sepulturas medievais, junto ao pelourinho manuelino ou à igreja de estilo renascentista. 



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