CM Não Esquece

Manuela Ramalho Eanes

Manuela Ramalho Eanes

Presidente Honorária do Instituto de Apoio à Criança

“Aceitei integrar a Comissão de Honra da iniciativa ‘CM Não Esquece’ sobretudo por considerar que a prevenção é o melhor caminho para evitar males maiores e, também, porque se pretende abranger toda a população portuguesa, dando voz às suas ideias. Só estando organizada e contando com o envolvimento de todos será possível a sociedade civil fazer-se ouvir e apresentar as suas justas pretensões junto do poder político”.

É urgente evitar novas tragédias como as provocadas pelos incêndios que ocorreram no ano passado. É urgente fazer mais e melhor. É urgente ouvir o que os Portugueses têm a dizer. Todos os Portugueses, porque todos contam, e porque só unidos somos capazes de fazer a diferença

Nádia Piazza

Presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande

“O tema é acutilante e nós somos os primeiros interessados em participar, tratando-se de uma iniciativa apartidária e com um objetivo construtivo. O ordenamento da floresta é um tema tão importante quanto delicado pelos diversos interesses que envolve, e sem dúvida que deve merecer um debate alargado”.

A pobreza no interior, a desertificação e a falta de oportunidades de quem vive fora das cidades são outros temas a exigir uma séria reflexão
Nádia Piazza

D. Manuel Clemente

D. Manuel Clemente

Cardeal Patriarca de Lisboa

“A questão ecológica é hoje o primeiro problema para toda a Humanidade. Ou seja, a qualidade de vida, a qualidade do ar que se respira, a qualidade e a quantidade de água que se bebe, a agricultura, tudo isto tem uma premência enorme. Na verdade nós, enquanto Humanidade, protagonizamos um desenvolvimento enorme, do ponto de vista científico e das suas aplicações tecnológicas, mas nem sempre atendemos aos perigos que representa uma utilização pouco reflectida da natureza.

O Papa Francisco também incide nessa preocupação, pelas questões do ambiente, quando fala na organização do território e da administração como meio de garantir uma ecologia integral. Com os últimos incêndios, reparamos que, infelizmente, muitas das nossas populações, em alguns casos quase residuais, estão muito isoladas e que a acessibilidade é difícil, até para socorrer. Isso deve chamar-nos à atenção para o nosso território no seu conjunto, porque todos os portugueses têm de ser alvo de uma incidência positiva da organização e da gestão pública. E essa falha ficou evidenciada nos nossos territórios onde as pessoas estão mais isoladas”.

Deve chamar-nos à atenção para o nosso território no seu conjunto, porque todos os portugueses têm de ser alvo de uma incidência positiva da organização e da gestão pública

Rui Rosinha

Bombeiro de Castanheira de Pera

“Sinto-me honrado em fazer parte da Comissão de Honra e por isso aceito o vosso convite, porque entendo que a tragédia resultante dos fogos florestais não pode ser esquecida. É urgente, muito urgente, tomar medidas para que não volte a acontecer, porque o sofrimento causado às populações não pode repetir-se. Têm de ser tomadas medidas para prevenir e evitar os fogos florestais e, quando eles acontecem, minimizar as consequências”.

O que não podemos é deixar o medo instalar-se entre as populações, que precisam de se sentir protegidas
Rui Rosinha

Luís Lagos

Luís Lagos

Presidente da Associação de Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal

“Tudo o que venha contribuir para que situações como as que aconteceram em Portugal em junho e outubro de 2017 não se voltem a repetir é positivo. Esta iniciativa do CM/CMTV é muito positiva porque vem ajudar a que estas tragédias não caiam no esquecimento. Tudo o que for para contribuir para manter bem presente o que aconteceu, e sobretudo trabalhar para que situações do género não voltem a acontecer, é importante”.

Contem com a minha colaboração para fazermos de Portugal um país melhor

António Fontainhas Fernandes

Presidente Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)

“A Floresta é um recurso estratégico que tem estado associado ao flagelo dos incêndios, pondo em causa a sua sustentabilidade e o papel na mitigação dos efeitos das alterações climáticas e sequestro de carbono.

Em termos económicos significa cerca de 100 mil empregos, 10% das exportações e 2% do valor acrescentado bruto. Mas a diminuição da área florestal reduz a infiltração de água, potencia a erosão, desertificação e fenómenos extremos, como cheias e secas.

Este cenário exige uma agenda centrada no ordenamento, gestão florestal e prevenção de incêndios, baseado num modelo de silvicultura envolvendo diversificação de espécies, gestão de combustíveis, requalificação de áreas ardidas e maximização de fins múltiplos. Exige ainda conhecimento e formação especializada que apele à multidisciplinaridade, a matriz identificadora do engenheiro florestal dos novos tempos”.

As Universidades devem assumir um papel relevante nesta agenda vital para a economia e para o desenvolvimento territorial
António Fontainhas Fernandes

Octávio Ribeiro

Octávio Ribeiro

Director Geral CM e CMTV

“Os portugueses nunca poderão esquecer o ano de 2017, no qual, de forma injustificável e imperdoável, 112 pessoas perderam a vida por efeito direto dos fogos florestais. Uma tragédia que devia ter sido evitada se as nossas autoridades, as que dependem do Governo e as que emanam das autarquias, tivessem cumprido na plenitude a sua missão.

Perante este cenário, o CM apela à sociedade civil, aos portugueses, para que apresentem propostas que possam contribuir para evitarmos novas tragédias. Do nosso lado, garantimos que tudo faremos, sensibilizando os decisores políticos, para que as melhores soluções sejam colocadas em prática”.

A única maneira de não voltarmos a passar pelo pesadelo da contagem de mortos pelos fogos florestais é a prevenção, nas suas diversas vertentes. Queremos prevenir agora para não chorar depois