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Donativos desviados para obras não urgentes em Pedrógão Grande

Donativos desviados para obras não urgentes em Pedrógão Grande

Presidente do Revita vai avaliar denúncias.

Proprietários de Pedrógão Grande terão beneficiado indevidamente dos apoios à reconstrução, canalizados para a reconstrução de casas desabitadas, que não correspondiam a primeiras habitações, ou que já estavam em fase avançada de degradação antes do incêndio, segundo revela esta quinta-feira a revista Visão.

O regulamento do Revita faz depender a identificação de habitação permanente da residência fiscal. Mas o problema, segundo assume à revista a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, é que a lei não menciona que essa morada deve reportar-se ao dia do incêndio. Permite-se assim que qualquer cidadão possa passar uma habitação não permanente a sua primeira residência, já depois do incêndio. Uma lacuna que foi corrigida nos apoios destinados à reconstrução de habitações afectadas pelos incêndios de Outubro.

Presidente do Revita vai avaliar denúncias 
O Fundo Revita não recebeu qualquer queixa de incumprimento das regras no apoio à reconstrução de casas destruídas nos incêndios de 2017, garantiu hoje o presidente do conselho de gestão, sublinhando já ter pedido uma avaliação dos casos denunciados.

"Não recebi nenhuma queixa que identificasse uma situação concreta [de incumprimento]", afirmou à agência Lusa o presidente do conselho de gestão do Fundo Revita (Fundo de Apoio às Populações e à Revitalização das Áreas Afetadas pelos incêndios ocorridos em junho de 2017)que é também presidente do Instituto da Segurança Social.