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Presidente da Câmara de Pedrógão Grande afasta possibilidade de fraude na reconstrução de casas

Presidente da Câmara de Pedrógão Grande afasta possibilidade de fraude na reconstrução de casas

Autarquia avançou em declarações que fundo "não deu dinheiro a ninguém".

O presidente da câmara de Pedrógão Grande afirmou esta segunda-feira que "não há irregularidades, de certeza absoluta", no processo de reconstrução de Pedrógão Grande.

Segundo Valdemar Alves, "não houve desvios nenhuns, nem podia haver, porque a câmara não é detentora de fundos para a reconstrução das casas".

Segundo o edil, que falou aos jornalistas à entrada da Assembleia Municipal Extraodinária convocada para discutir as alegações de fraude, o Fundo Revita "não deu diretamente a ninguém dinheiro para reconstruir casas".

Ao invés, "todas as quantias foram libertadas à exata medida em que iam sendo executadas as obras", disse.

O autarca voltou a frisar que todas as casas reconstruidas através do Fundo Revita "são de primeira habitação". Sobre as críticas à forma como foi conduzida a validação desses processos, o autarca afastou responsabilidades.

"Se punham lá primeira habitação, como podíamos dizer à pessoa que não era?", perguntou.

Confrontado com os casos publicados na comunicação social, Valdemar Alves apontou o dedo aos cidadãos que preencheram os processos. "Agora vêm às vossas câmaras e dizem: ‘Aquela era de segunda’.

Entregaram os documentos em como era de primeira habitação, declaração a garantir que era habitação permanente e, a partir daí, as casas que foram requeridas para reconstrução são, para mim, de primeira habitação", disse.

Recorde-se que o incêndio de Pedrógão Grande, que teve início a 17 de junho de 2017 e rapidamente se alastrou aos concelhos vizinhos, provocou um total de 66 mortos e 253 feridos, para além de ter destruído 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e ainda 50 empresas.