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Adolfo Luxúria Canibal: “Há sempre um desafio novo”

No dia de fecho dos Paredes de Coura, sábado, os Mão Morta actuaram para apresentar o disco ‘Pesadelo de Peluche’. No momento de 25 anos de carreira, Adolfo Luxúria Canibal falou no recinto com o CM.

01.08.10
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Adolfo Luxúria Canibal: “Há sempre um desafio novo”

Correio da Manhã - É muito diferente actuar num festival e numa sala de espectáculos?

Adolfo Luxúria Canibal – É muito diferente. Quando tocamos num auditório, tocamos para quem nos conhece, está lá para nos ver. Num festival somos uma banda no meio de meia dúzia. Há uma parcela de público que não está habituado a nosso som e que temos que conquistar. Tem que haver esse cuidado.

– Do cartaz de Paredes de Coura, que projectos vos parecem mais interessantes?

– Há muita coisa desconhecida, mas isso é precisamente um dos desafios de Paredes de Coura.

– Ao fim deste tempo todo ainda é possível arriscar, ir mais além?

– Acho que é isso que nos caracteriza. Estamos na música porque gostamos e gostar implica arriscar, descobrir coisas novas. Novas formas de fazer, novas tipologias que ainda não abarcamos. Se fizéssemos sempre a mesma coisa, com 25 anos já tinhamos morrido de tédio.

– O que é que falta a fazer aos Mão Morta?

– Nunca soubemos o que íamos fazer nem o que ia acontecer. Nenhum de nós sabe. Falta fazer o que nos apetecer. A cada ano sentimos que fizemos tudo mas acaba sempre por surgir um desafio novo que nos permite dar mais um passo. Contamos que no futuro continue a ser assim.

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