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António Telles triunfador em Salvaterra de Magos

A Ganadaria Murteira Grave também se destacou.
Por Joaquim Tapada|17.05.17
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Cerca de três mil pessoas, que quase encheram a bem tratada praça de toiros de Salvaterra de Magos, assistiram a um espectáculo em que prevaleceu a qualidade geral dos toiros, bem apresentados e que proporcionaram muita emoção entre artistas e os espetadores.

Dirigiu com a reconhecida competência Rogério Joia, assessorado pelo veterinário José Luís Cruz, numa corrida interessante.

Coube ao cavaleiro António Ribeiro Telles, no dia do seu aniversário, a lide dos primeiro e quarto toiros da tarde.

Com o que abriu praça, um exemplar da ganadaria espanhola Miúra, de 605 quilos de peso, o experiente e categorizado cavaleiro da Torrinha mostrou o seu conhecimento cravando a ferragem com saber, em especial dois ferros curtos de boa nota.

No segundo, da ganadaria Grave, de 540 quilos, António Telles esteve em plano triunfal com ferros compridos muito bons e excelentes ferros curtos sabendo tirar partido das boas condições do toiro, bregando de forma extraordinária.

O cavaleiro Filipe Gonçalves lidou o segundo da ordem, ganadaria Palha e 500 quilos de peso, e o quinta da ganadaria Silva, de 570 quilos. Duas lides muito semelhantes de acordo com as características dos toiros: ferros excelentes a par de outros menos conseguidos.

O cavaleiro esteve muito bem no toiro de Palha, rematando a lide com três curtos muito bons. Na sua segunda lide, o desempenho foi mais incerto, tal como a codícia do toiro, que não permitiu que o cavaleiro algarvio pudesse lidar como gosta e sabe.

O cavaleiro Francisco Palha é muito irregular e bem o mostrou na lide do terceiro toiro (Veiga Teixeira, 615 quilos), o mais pesado da corrida e, sobretudo, no que fechou o espectáculo (de 530 quilos, Fernandes de Castro). Tem sentido de lide e monta bem. No entanto, dá ideia ao público de que está nervoso e isso cria-lhe dificuldades.

No ferro comprido que cravou no seu primeiro toiro, talvez um dos melhores compridos da tarde, o cavalo foi fortemente colhido contra as tábuas e o cavaleiro sofreu também uma fortíssima pancada na perna esquerda. Esta situação marcou toda a atuação de Francisco Palha. Ainda cravou alguns ferros muito aceitáveis mas não teve sorte.

No toiro de Fernandes de Castro cravou razoável ferragem comprida e alguns curtos de boa nota, mexeu com critério o mansote astado, todavia deixou sempre a ideia de que estava magoado com a colhida sofrida.

As qualidades de Francisco Palha devem ser aproveitadas e, por isso, o cavaleiro tem de se dominar e lidar com mais tranquilidade. Os forcados não tiveram tarefa fácil perante toiros com peso e idade. Pelo grupo de Santarém foram caras, João Grave (cabo), que valente e estoicamente se fechou ao quinto intento; Ruben Geovani, com grande pega à segunda; e Francisco Graciosa, uma pega enorme.

Pelo grupo de Lisboa pegaram Duarte Mira, à primeira, dobrando Vitor Epifânio, que recolheu à enfermaria, Pedro Gil uma rija pega, à segunda; e João Varanda, segunda; bem ajudado por José Lebre.

Os prémios de Apresentação e Bravura recaíram no quarto toiro da tarde, da Ganadaria Murteira Grave.

No intervalo da corrida foi prestada uma justa homenagem ao ganadeiro da terra, João Ramalho, tendo sido feita a apresentação do homenageado por João Cortesão. Este traçou em breves palavras todo o percurso de João Ramalho: como forcado, como ganadeiro e como aficionado. O marido da conhecida e popular Tareca mereceu as lembranças e os elogios.

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