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"Artista ou joga tudo ou não vale a pena"

Aos 90 anos, Júlio Pomar inaugura esta terça-feira exposição retrospetiva sobre 'Dom Quixote', de Miguel de Cervante.
Por Ana Maria Ribeiro|30.11.16
"Artista ou joga tudo ou não vale a pena"
Júlio Pomar apreciou a exposição da sua obra organizada pelo Instituto Cervantes, em Lisboa. Inauguração é hoje Foto Sérgio Lemos
No Instituto Cervantes, em Lisboa, inaugura-se esta terça-feira uma exposição retrospetiva das três fases de Júlio Pomar sobre a obra de Miguel de Cervantes, ‘Dom Quixote’. Pretexto para uma conversa com o artista plástico de 90 anos.

Correio da Manhã - Que acha desta exposição?
Júlio Pomar – Parece estranho dizer isto, mas surpreende-me pela quantidade de trabalhos expostos. O tema do ‘Dom Quixote’ é o mais obsessivo da minha carreira. Aquele que mais persegui.

Quando era miúdo nunca pensou vir a tornar-se num dos maiores artistas portugueses de maior renome?
O que achava é que era pouco provável poder fazer vida de pintor sem desvios. O raciocínio era que a pintura e a escultura são ofícios de fome. A maior parte dos rapazes e das meninas que tinham jeito ia para as publicidades e para as decorações. Eu consegui libertar-me disso. Uma sorte.

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