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Betony Vernon: “A competência sexual não é inata”

Betony Vernon é conhecida como designer de acessórios sexuais e terapeuta. Agora, escreveu ‘A Bíblia do Prazer’, livro que pretende romper com todos os tabus.

07.07.14
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Betony Vernon: “A competência sexual não é inata”
Betony Vernon: "Comecei a dirigir seminários de bem estar sexual, o que me levou a concluir que o prazer – não o sexo, mas o prazer – é o tabu mais difícil de quebrar" Foto D.R.

Correio da Manhã – É possível ajudar alguém a ter melhor sexo?

Betony Vernon – Ao contrário do que se pensa, a competência sexual não é inata. Embora não haja uma maneira ‘certa’ ou ‘errada’ de fazer amor, acredito que podemos aprender a tornarmo-nos melhores amantes. A pornografia é a forma mais acessível de educação sexual que existe, mas a experiência diz-me que é péssima professora pois propaga mitos sobre a sexualidade.

– Neste livro, apresenta o sexo como uma forma de arte, para a qual é preciso longa preparação.

– Sim, considero a arte de amar como outra qualquer, e prepararmo-nos para ela é a única maneira de transcender os limites do sexo rápido, falocêntrico e monótono. A ideia de que o sexo deve ser espontâneo é errada e já acabou com muitos relacionamentos. O que aconselho aos amantes é que explorem as capacidades do corpo para sentir prazer. É possível com a ajuda de certos instrumentos e técnicas.

– Como descobriu esta vocação?

– Quando li ‘A História de O’, em 1992, desenhei uma coleção de acessórios a que chamei de ‘Sado-Chic’ e que incluiam um anel e uma bracelete para usar aos pares. Duas pessoas ficam unidas por eles. Quando os experimentei, senti algo que nunca tinha sentido antes. Há um impacto psicofísico grande quando estamos amarrados a alguém. Isso marcou o início do meu fascínio com os objetos e a forma como eles alteraram a nossa relação com os outros.

– Como encara a polémica em torno dos seus acessórios?

– Em 2001 apresentei a coleção ‘sado-chic’ na Semana da Moda de Paris. Foi considerada sado-masoquista, prevertida, demasiado sexy ou simplesmente imprópria para ser vendida nas lojas, e perdi 21 clientes. Foi graças a essa reação que percebi que havia muito trabalho a fazer. Que tinha de ir além dos desenhos e do atelier de design...

– Começou a dar aulas?

– Em 2002, comecei a dirigir seminários de bem estar sexual, o que me levou a concluir que o prazer – não o sexo, mas o prazer – é o tabu mais difícil de quebrar. E assim nasceu este livro. Pela necessidade de desmantelar tabus em torno do prazer.

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