É dos vampiros que elas gostam mais (COM TRAILER)

É o filme mais esperado do ano. Pelo menos entre os jovens – aqueles que, afinal, mais contribuem para os grandes êxitos de bilheteira. ‘Lua Nova’ é uma ‘epidemia’ a nível mundial e Portugal não é excepção. Será que é desta que Bella se transforma em vampira pelo amor incondicional ao pálido Edward Cullen?
26.11.09
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É dos vampiros que elas gostam mais (COM TRAILER)
Foto D.R.

Stephenie Meyer, autora da saga ‘Crepúsculo’, lida por milhões em todo o Mundo, já avisara: 'Esta é a fase mais sombria de Bella.' Neste segundo episódio da saga, a jovem mortal passará o maior desgosto da adolescência ao perder o seu (primeiro) grande amor. Será que recupera do duro golpe?

À procura desta e de outras respostas foram milhares de jovens à antestreia de ‘Lua Nova’, exclusiva para clientes myzoncard, nas 27 salas do País onde, na quinta-feira passada, decorreu a acção da Zon Lusomundo. Ontem à noite, mais de 50 salas arrancaram, às 23h45, com sessões de ‘Lua Nova’, muitas delas já antecipadamente esgotadas.

Estreado em Dezembro de 2008 em Portugal, o primeiro episódio das aventuras da jovem mortal e os seus amigos vampiros foi visto por mais de 216 mil pessoas. A sequela tem tido uma promoção tão poderosa – pelo Mundo proliferam produtos da saga, uma nova marca que promete render milhões – que as previsões indiciam que ‘Lua Nova’ vai quebrar recordes de bilheteira.

Muito dirigida, sobretudo, para as raparigas, a trama prima pelo romantismo... num cenário adverso. Que, desta vez, se adensa num triângulo amoroso: Jacob, o índio, cresceu. E luta agora pelo afecto da sua melhor amiga. Esta, apesar de tentada a descobrir o potencial da crescente amizade, não ultrapassa a depressão pela ausência do seu vampiro mais-que-tudo.

É ainda interessante notar, numa indústria (cinematográfica) que tanto apela ao sexo, que Bella, mesmo que quisesse, não poderia ter sexo com o namorado, como tantas adolescentes da sua idade. Além de o galã ter mais de 100 anos (disfarçados na juventude vampiresca), não pode chegar-se muito à amada, sob pena de se descontrolar e atirar--se ao seu pescoço, deixando-a sem pingo de sangue.

A barreira parece intransponível, a não ser que Bella passe para o lado de lá e se transforme em vampira. A viagem entre a mortalidade e o vampirismo transformou ‘Crepúsculo’ num sucesso. E muitas raparigas torcem para que a protagonista, de uma vez por todas, possa consumar o seu amor por aquele pálido galã que, até fora dos ecrãs, já se queixou de que não consegue ter vida própria, tal a legião de fãs que tem atrás de si.

ALEXANDRE DESPLAT JUNTA POP E ORQUESTRA NA BANDA SONORA

Apesar de todos os clichés repetidos na trama – juras de amor eterno, a disputa de poder entre os ‘galos’ da capoeira, o cavalheiro que protege a amada, mais frágil, a guerra (im)provável entre vampiros e lobisomens –, ‘Lua Nova’ tem uma coesa linha condutora da acção, embalada por uma muito adequada banda sonora. E esse é mesmo um dos seus trunfos mais poderosos. A música está sempre lá, e parece escolhida a dedo para embrulhar na perfeição o mistério, a profunda depressão de Bella, as guerras bem coreografadas entre lobisomens e vampiros... Assinada pelo multipremiado Alexandre Desplat, autor de obras-primas como as bandas sonoras de ‘A Rainha’ e ‘O Estranho Caso de Benjamin Button’, a trilha sonora oscila entre as canções mais pop, típicas dos mp3 dos teenagers, e os temas mais orquestrados, ajustados à tensão e suspense de certos momentos-chave.

DETALHES

LIVROS NO GRANDE ECRÃ

Após ‘Crepúsculo’ e ‘Lua Nova’, a Summit Entertainment prepara já ‘Eclipse’, terceiro episódio, para 2011. ‘Breaking Dawn’ concluirá a saga no cinema.

ÊXITO NOS EUA

Nas primeiras sessões da meia--noite, nos EUA, o filme chegou aos 17,6 milhões de euros de bilheteira, batendo o recorde da antestreia de ‘Harry Potter e o Príncipe Misterioso’ (14,9 milhões €).

HEGEMONIA EM PORTUGAL

Os quatro livros da saga ‘Crepúsculo’ dominaram as tabelas dos mais vendidos da Fnac e da Bertrand no início deste ano.

ÊXITO FEITO COM AS PAIXÕES DE UMA RAPARIGA VIRGEM

Há mistérios no êxito da saga de Bella e Edward que conquistou muitos milhões de leitores e espectadores em todo o Mundo. Uma das explicações do fenómeno ‘Crepúsculo’ parece, contudo, estar na mistura de pureza e fantasia: ela é uma jovem virgem e os seus apaixonados são rapazes impossíveis de encontrar , como o vampiro Edward ou Jacob, o índio com poder de lobisomem.

A ideia tem muito a ver com a religiosidade mórmon de Stephenie Meyer. Apesar de ter nascido na costa este, no Connecticut, cresceu em Phoenix, capital do Arizona, onde se tornou membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A sua heroína, Bella, é o retrato de uma menina exemplar a quem nenhum perigo perturba o bom senso e os pensamentos castos.

A autora, com licenciatura em Inglês numa Universidade do Utah, fez daquelas qualidades a arma para seduzir jovens leitores em todo o Mundo e venceu. Os filmes seguem ao pormenor o que está escrito em ‘Crepúsculo’, ‘Lua Nova’, ‘Eclipse’ e ‘Amanhecer’, que ficam como os livros de encantar da primeira década do século XXI.

ÁRVORES, ÁGUA E ÍNDIOS NUMA PONTA DOS EUA

Forks, a cidade de Bella e Edward, fica a 150 quilómetros de qualquer cidade digna desse nome. Tem uns 3500 habitantes e está entre uma reserva dos índios quileutes e a reserva natural da península Olímpica. Stephenie Meyer escolheu-a como a localidade onde vive a heroína Bella, filha do chefe da polícia que na saga do ‘Crepúsculo’, já com quatro livros, balança virgem, entre apaixonados vampiros e lobisomens. A eleição do local para ambiente do livro e cenário dos filmes explica-se por ser a região onde mais chove nos EUA: a precipitação chega a 254 centímetros por ano e o céu está sempre carregado de nuvens, devido aos lagos e florestas da região.

Na ponta noroeste dos EUA, a península separa Seattle, cidade rodeada de grandes lagos, e o Oceano Pacífico. Estava fora dos roteiros turísticos porque as praias estão juncadas de grandes árvores arrastadas das montanhas durante o degelo. O êxito da tetralogia de Stephenie Meyer mudou tudo. Nos dois últimos Verões, centenas de milhares de viajantes invadiram a região. ‘Twilight’ (‘Crepúsculo’) e Bella são palavras que se vêem por todo o lado.

A associação dos comerciantes de Forks tem à porta do posto de turismo uma camioneta encarnada igual à de Bella, com as fotografias dos intérpretes Kristen Stewart e Robert Pattinson nos vidros da frente. E não falta um ‘Twilight Tour’, de minibus, por todos os locais de referência dos livros e dos filmes. E com tanta emissão de dióxido de carbono, até há menos nuvens e chuva.

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