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"Quando cheguei a Lisboa nos anos 90 o fado estava ao abandono"

Marco Rodrigues é um dos cabeças de Cartaz do segundo dia do Caixa Alfama, onde irá apresentar o novo disco ‘Copo Meio Cheio’
Por Miguel Azevedo|12.09.17
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"Quando cheguei a Lisboa nos anos 90 o fado estava ao abandono"
No último disco, tinha feito uma homenagem aos fadistas que o levaram a cantar. Este novo trabalho acaba por ser quase um tributo a uma nova geração de autores e compositores como Agir, Luísa Sobral, Diogo Piçarra ou Capicua. Foi pensado para ser assim?
(risos) Não. Eu quis mesmo fazer uma coisa diferente. Depois de quatro discos assumidamente de fado e, sendo eu uma pessoa que ouve outros tipos de música, decidi arriscar e pedir a pessoas que até mal conhecia para escreverem para mim. São pessoas que, neste momento, estão a fazer alguma da melhor música portuguesa, nas áreas do rock, do pop ou do hip hop.

E esse pedido foi feito com algum tipo de condicionantes?
Não, pedi-lhes apenas para pensarem num tema que fosse interpretado por um fadista. Aquilo que queria era que eles olhassem para mim como intérprete e pensassem que tipo de ambiente é que eu poderia cantar. Todos aceitaram de imediato.

E surpreendeu-se com os temas que lhe chegaram?
Sim. Alguns deles foram uma grande surpresa, especialmente os temas escritos pelo Carlão, pela Capicua e pela Luísa Sobral, porque aquilo que fiz foi desafiá-los para escrever para os três únicos fados tradicionais do disco e, por conseguinte, a cumprir com aquelas regras tradicionais de métrica e rimas. O resultado foi muito curioso. Há, por exemplo, palavras que estamos habituados a ouvir no rap ou no rock que não estamos habituados a ouvir no fado, como ‘croqui’ ou ‘biscuit’ (risos). Esse é um dos grandes interesses deste disco. Depois, há, por exemplo, o tema feito pelos Amor Electro que resultou num fado/tango/pop que me deu um gozo especial.

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