'Rainha da Soul' diz adeus aos 76 anos

Aretha Franklin morreu em Detroit, vítima de cancro.
Por Rui Pedro Vieira|17.08.18
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A voz era o cartão de visita que se confundiu com a música negra dos últimos 60 anos. Aretha Franklin, que morreu ontem em Detroit (EUA), aos 76 anos, vítima de cancro no pâncreas, dizia que cantava para os realistas, "para as pessoas que aceitam como as coisas são". Deixa um legado de 40 discos, 18 prémios Grammy e 75 milhões de álbuns vendidos.

Nascida em Memphis, no estado norte-americano do Tennessee, Aretha Franklin lançou o primeiro disco, 'Songs of Faith', com apenas 14 anos, depois de dar nas vistas nos coros da igreja batista liderada pelo pai. Logo em criança, os admiradores diziam que tinha "uma voz que valia um milhão de dólares". Acabou por valer muito mais, já que a artista deixa uma fortuna de mais de 50 milhões de euros.

Com um pé na soul, outro no R&B e outro ainda no gospel, construiu uma carreira a oscilar entre as baladas românticas e os ritmos vorazes de pendor feminista. O poder popular conheceu o auge com 'Respect' (1967), tema composto pelo ídolo Ottis Redding, que Aretha acelerou nos arranjos e encorpou nos coros. Entre os temas mais famosos contam-se ainda 'Chain of Fools' (1967), '(You Make Me Feel Like) A Natural Woman' (1968), 'Bridge over Troubled Water' (1971) ou 'Jump to It' (1982). Depois de ser a primeira mulher a entrar no Rock and Roll Hall of Fame, Aretha Franklin recebeu, em 2005, a medalha da Liberdade das mãos do então presidente dos EUA, George W. Bush. Quatro anos depois cantou na tomada de posse de Obama.

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