THE LIBERTINES DESILUDEM NO PARADISE GARAGE

Apregoados como a maior banda de punk/rock da nova geração, os The Libertines chegaram a Lisboa com o estatuto de sucessores dos The Clash. Mas talvez tudo não passe de fogo fátuo, pelo menos a avaliar pela fraca prestação do grupo na estreia em palcos lusos, sexta-feira, no Paradise Garage.
12.09.04
  • partilhe
  • 0
  • +
THE LIBERTINES DESILUDEM NO PARADISE GARAGE
The Libertines poderiam ter feito melhor em Lisboa Foto Luís Neves
Em Lisboa, os The Libertines foram mornos, inofensivos e não estiveram sequer perto de provocar as explosões de adrenalina e irreverência tão apregoadas pela crítica britânica.
Na verdade, o quarteto inglês parece ter vindo a Lisboa fazer apenas um grande frete, que durou uns escassos 50 minutos, durante os quais esteve sempre ausente, limitando-se a despejar cerca de duas dezenas de canções. A somar à indolência e falta de interacção da banda, o som também teve algumas falhas e nem temas como 'Can't Stand Me Now' ou 'Up The Bracket' conseguiram provocar mais do que uma leve agitação numa plateia de cerca de 400 pessoas que cedo começou a acusar a monotonia do concerto. No fim, o vocalista, Carl Barât, lá atirou um seco "obrigado", já com as luzes acesas, como que a avisar que nem sequer valia a pena pedir 'encore'.
O único rasgo de emoção aconteceu já fora da sala, quando o baterista, Gary Powell, assomou à porta dos bastidores para distribuir autógrafos. Feitas as contas, fica a sensação de que os The Libs poderiam ter feito muito melhor se o tivessem desejado.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!