Coesão alemã contra a paixão argentina na final do Mundial

Alemanha e Argentina defrontam-se no Maracanã em duelo de titãs.
13.07.14
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Coesão alemã contra a paixão argentina na final do Mundial
Adeptos argentinos e alemães antes da final na Praça de S. Pedro, no Vaticano Foto EPA

Um mês depois depois, chega a final do Mundial do Brasil. Sem os anfitriões.

É a Alemanha que se debate com a Argentina pelo troféu mais desejado no mundo do futebol. Por um lado, a jovem seleção alemã tem a hipótese de se afirmar como a melhor do mundo, após a sua explosão em 2010. Por outro lado, uma vitória da Argentina pode ajudar Lionel Messi a tornar-se num dos melhores de sempre a pisar os relvados. E ainda há Klose, o avançado alemão que já é o melhor marcador de sempre em Mundiais.

PEDAÇO DE HISTÓRIA

Esta é a terceira vez que a Alemanha e a Argentina se defrontam em finais do Campeonato do Mundo. A primeira foi em 1986 e a segunda em 1990. Em 1986 os argentinos levaram a melhor, enquanto que os alemães trouxeram o troféu de volta à Europa, quatro anos depois.

Fora das finais, a Alemanha tem um registo de 3 vitórias, 0 empates e 1 derrot contra os argentinos, com uma vitória recente de 4-0 no Mundial de 2010, na África do Sul. O desempate chega já hoje.

ALEMANHA

Há uma razão para a alcunha da seleção germânica ser apenas Die Mannschaft, que significa "A equipa". Tem-se afirmado como uma das equipas mais temíveis e todos os jogadores conhecem bem o seu papel no seio do plantel, para levar a equipa à vitória.

No entanto, a enorme vitória alemã frente ao Brasil (7-1) deve ser analisada com cautela. Durante a competição, a Alemanha deu algumas mostras de fraqueza: empatou com o Gana na fase de grupos e viu-se em enormes dificuldades para vencer a Argélia nos oitavos.

ARGENTINA

A Argentina tem noção daquilo que vai enfrentar. A verdade é que Messi ajudou largamente a Argentina a passar a fase de grupos. Desde aí, alguns jogadores têm brilhado fora da sombra criada pelo craque do Barcelona. No entanto, enquanto Messi tem sido constante, os restantes quase que adotaram uma postura de apoio do capitão.

Nas primeiras rondas, foi Di Maria que iluminou os relvados até sofrer uma lesão na coxa, no jogo contra a Bélgica, nos quartos de final. Ficou de fora contra a Holanda e tem treinado de forma condicionada, na esperança de jogar a partida de hoje. 

Nos quartos de final, Higuain tomou as rédeas ao jogo e mostrou porque é um dos mais temidos pontas de lança a nível mundial. Nas meias finais, o trabalho defensivo foi praticamente todo assegurado por Javier Mascherano que fez um trabalho competente ao bloquear grande parte das iniciativas de Robben. Na ofensiva, os ataques de Lavezzi deixaram claro que o onze argentino está a ganhar coesão.

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