Ganhar terreno e baixar ritmo

Melhor o resultado do que a exibição." Se há jogos que legitimam um lugar comum, a vitória do FC Porto sobre a Naval (3-0) foi um deles. Num jogo algo pálido, com alguns sintomas de ressaca, depois das duas goleadas frente a Nacional e Sporting, a equipa de Jesualdo Ferreira conseguiu o objectivo principal: aproveitar o tropeção do Benfica no Bonfim para encurtar distâncias.
08.02.10
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Ganhar terreno e baixar ritmo
Jogadores portistas felicitam Tomás Costa pelo golo inaugural no Estádio do Dragão, frente à Naval Foto Nacho Doce/Reuters

Com Bruno Alves e Tomas Costa de volta ao onze, a equipa de Jesualdo mostrou uma clara diferença de ritmo, para pior, em relação aos últimos jogos. Talvez a chuva pesada ajudasse a explicar a imprecisão do meio-campo, talvez houvesse mérito da organização defensiva da Naval, mas até ao primeiro golo, num livre indirecto de Tomas Costa, foi um FC Porto mais próximo da equipa hesitante de Dezembro aquele que se mostrou aos seus adeptos: jogo controlado, face à timidez adversária, mas com poucas soluções.

A passividade deu alento à Naval, que na 2ª parte ousou um pouco mais. E esteve perto do empate, num remate de Simplício que obrigou Helton a grande defesa (76’). Por esta altura, Jesualdo já tentava segurar o meio-campo com Guarín. E os últimos 10’ trouxeram um dragão confortável, a acentuar a diferença graças ao bom momento de Falcao e Varela, que construíram um desnível exagerado face ao que acontecera até então.

'FIZÉMOS UM BOM JOGO'

'O FC Porto fez um bom jogo e venceu com toda a justiça. Foi uma partida difícil, com muita chuva. Os jogadores acusaram o cansaço, mas foram resolvendo os problemas ', disse Jesualdo Ferreira, técnico dos dragões. 'Podíamos ter marcado mais um ou dois golos, mas a equipa acabou por fazer uma exibição equilibrada', acrescentou.

Já Augusto Inácio mostrou o seu desagrado pela primeira parte da Naval: 'Não gostei da imagem deixada pela equipa, fomos muito defensivos e não era isso que pretendíamos para este jogo.'

ANÁLISE

POSITIVO: ÁLVARO ACELERA

Com os habituais motores da equipa (Micael e Varela) a meio-gás, a quebra de ritmo foi quase geral. A excepção foi Álvaro Pereira, que confirmou o excelente momento com mais uma exibição de alta voltagem.

NEGATIVO: RUBENDEPENDENTE?

Invulgar o elevado número de passes falhados pelo meio--campo do FC Porto, despertando assobios no Dragão na 2.ª parte.A ausência de Fernando não explica tudo. Já a intermitência de Ruben Micael marcou a diferença em relação aos últimos jogos.

ARBITRAGEM: TRÊS MANCHAS

Critério forçado no livre indirecto do 1-0: Davide não fez jogo perigoso. Complacente com Hauw, que devia ter visto o vermelho após entrada sobre Fucile (26’). Falta inexistente a Falcão em lance perigoso na área.

FICHA DE JOGO

LIGA - 18.ª Jornada

Estádio do Dragão - Assistência: 31 420

FC PORTO: Helton, Fucile (Miguel Lopes 83’), Bruno Alves, Rolando, Alvaro Pereira, Tomás Costa, Belluschi (Guarín 66’), Ruben Micael (Valeri 83’), Mariano, Varela, Falcão.

Treinador: Jesualdo Ferreira

NAVAL: Peiser, Carlitos, Gomis, Diego Ângelo, Daniel Cruz, Lazaroni, Godemèche, Hauw (Giuliano 67’), Davide (Fábio Júnior 46’), Camora, Bolívia (M. Simplício 75’).

Treinador: Augusto Inácio

Golos: 1-0 Tomás Costa (39’), 2-0 Falcão (79’), 3-0 Varela (88’)

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa) 4

Disciplina: amarelos: Hauw (25’), Falcão (61’), D. Cruz (68’), A. Pereira (78’)

Classificação do jogo 5

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