Cabeça de Ronaldo e mão de Patrício garantem vitória de Portugal

Portugal só ganha, sem pingo de justiça, porque tem Ronaldo. Jogar mal no Europeu era uma opção. Desta vez é um padrão.
Se fomos campeões da Europa a jogar mal, desta vez, estamos a jogar tão mal, tão mal, que ainda acabamos campeões do Mundo. Fernando Santos bem sabe que no Europeu a equipa jogava um futebol pouco vistoso, mas era sólida no meio-campo e curta a defender. O jogar mal do Europeu era uma opção. Desta vez é um padrão. Que Fernando Santos tem de eliminar. Como? Trocando algumas peças.

Não é aceitável que Bernardo Silva continue a titular depois de um jogo abaixo de sofrível, o primeiro; e de outro desastroso, este, com Marrocos. À incapacidade de ganhar lances defensivos ou de choque, Bernardo Silva junta uma série de passes falhados de forma infantil. Terá de descansar no banco, se Fernando Santos quiser seguir em frente. A mesma incapacidade de luta aplica-se a João Mário.
Portugal só ganha, sem pingo de justiça, por ter Ronaldo fixado em inaugurar o marcador a cada minuto quatro.

Assim foi na exibição sublime com a Espanha, assim é na gestão de esforço com Marrocos. Ronaldo marca de cabeça, com excelente centro de Moutinho. No resto do jogo, o capitão limita-se a ser melhor do que os outros, sem gastar muita energia. Melhor do que os jogadores de campo. Não melhor do que Rui Patrício. Quando uma sofrida vitória tem o guarda-redes como maior destaque, só o resultado pode alegrar.

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