Banca espanhola exposta

No dia de todas as decisões para Portugal, a vizinha Espanha chamava a atenção para exposição do seu sistema financeiro à dívida portuguesa (pública e privada). Os bancos e as sociedades financeiras espanholas detêm 33,7% do total da dívida portuguesa. São mais de 76 mil milhões de euros, de um total de 226,3 mil milhões, segundo os últimos números do Banco Internacional de Pagamentos relativos ao terceiro trimestre de 2010.
24.03.11
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Banca espanhola exposta
O Santander Totta tem 3,2 mil milhões em dívida pública portuguesa Foto Rui Pando Gomes

A maior parte dessa exposição é a dívida do sector privado (50 mil milhões), com a dívida pública no balanço dos bancos espanhóis a fixar-se nos 6,8 mil milhões, o que faz das instituições financeiras do país vizinho as maiores credoras de dívida pública nacional, seguidas pelos bancos alemães, com seis mil milhões de euros. Segundo o site ‘CincoDias’ é o banco Santander Totta quem mais dívida pública possui no balanço com cerca de 3,2 mil milhões de euros, seguido do Banco Popular, com 600 milhões.

Depois da Espanha, é a Inglaterra quem mais tem dívida privada portuguesa, com mais de 16,5 mil milhões de euros.

COMISSÃO EUROPEIA ATENTA AO DEBATE SOBRE PLANO DE AUSTERIDADE

A Comissão Europeia, em particular o seu presidente, Durão Barroso, e o comissário para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, acompanharam o debate na Assembleia da República.

No início do dia, Ollin Rehn afirmava que "não está escrito nas pedras que Portugal precisa de recorrer a ajuda financeira". Numa entrevista a um jornal finlandês, o comissário disse a propósito do PEC português que se tratavam de "medidas fortes para reorganizar as suas finanças públicas".

Já em Novembro, Olli Rehn salientava que Portugal tinha assumido "medidas corajosas" para reduzir o défice, de forma a evitar um resgate financeiro como aquele a que foram sujeitos a Grécia e a Irlanda, embora tenha aconselhado a um "reforço" dessas medidas de austeridade.

JUROS DOS PAÍSES EM RISCO DISPARAM

Os juros da dívida pública dos países mais endividados (Grécia, Irlanda e Portugal) dispararam ontem nos mercados internacionais enquanto decorria o debate no Parlamento português sobre a aprovação do PEC 4. As Obrigações do Tesouro (OT) a cinco anos atingiram o valor recorde de 8,227% e as OT a 10 anos os 7,825%.

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