Horas e salários ao nível part-time

Centenas de trabalhadores estão a ser pressionados para aceitarem uma redução salarial, por via da diminuição do horário laboral, tal como os funcionários da Makro. "O Lidl e os grupos Cortefiel [que tem as marcas Women Secret e Springfield] e Inditex [Zara e Massimo Dutti] estão a propor, individualmente, reduções de horários e de salários aos trabalhadores", adiantou ontem ao Correio da Manhã Célia Lopes, do Sindicato do Comércio (CESP).

08.03.12
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Horas e salários ao nível part-time
Makro garante que não vai fechar as 11 lojas Foto Jorge Paula

A redução de horários, ou mesmo a rescisão de contratos, está a ser proposta a cerca de 1500 trabalhadores da Makro, ou seja, a todos os funcionários da cadeia de Cash & Carry, apesar de a empresa garantir que vai manter as 11 lojas em funcionamento. As reduções traduzem-se "em horários semanais de 20 horas e salários mensais entre os 250 e 300 euros", concretizou Célia Lopes.

Pressionados entre o despedimento e a redução de ordenados, os trabalhadores manifestam-se apreensivos com o seu futuro, como o CM constatou junto de várias fontes sindicais representativas das lojas. Fonte oficial da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição admitiu ao CM que "os associados estão centrados em ajustar as suas estruturas, prosseguindo o objectivo de manter o nível de emprego". No entanto, o sector está a ser "largamente afectado pela forte quebra do consumo", sublinha.

"GRANDE PREOCUPAÇÃO"

Os cerca de 60 trabalhadores da Makro em Coimbra têm vivido com apreensão os últimos dias. "Foram convidados a sair e estão a viver este momento com grande preocupação e apreensão, porque podem perder o emprego", explicou ontem Rita Areias, delegada sindical daquela loja. "Lembro que os funcionários só aceitam a proposta se quiserem.O objectivo é o lucro. Mas não podem ser só os trabalhadores a pagar a crise. Há três anos houve um despedimento colectivo na Makro de Coimbra e muitas dessas 15 pessoas continuam sem emprego", lembrou Andreia Araújo, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio. "A proposta não garante o acesso ao fundo de desemprego", disse ainda Andreia Araújo.

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