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Assassinado pela noiva

Luís Neves, 36 anos, ia casar com Sónia mas tinha outra namorada. A primeira não perdoou e terá acertado o homicídio com um colega, da Prosegur. Corpo da vítima foi ontem encontrado.
12.05.10
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Assassinado pela noiva
Polícia Judiciária de Setúbal, onde os dois suspeitos eram ontem à noite interrogados, demorou pouco mais de um mês a desvendar o complexo homicídio de Luís Miguel Rosado Gato Neves

Desde a noite de 6 para 7 de Abril que Luís Neves, sócio da Arquiconsult, empresa parceira da Microsoft em gestão de sistemas de informação, era procurado pela família e amigos desesperados. Partiu de Lisboa, ao volante do seu Mazda, e desapareceu depois de chegar a Setúbal, onde vivia com a noiva. Mas Sónia foi logo apanhada pela Polícia Judiciária a mentir, ao dizer que nem o noivo chegou a casa, nem ela saiu naquela noite. A localização celular do telemóvel traiu-a. E já não restavam dúvidas. Faltava encontrar o corpo – o que aconteceu ontem, num penhasco da serra da Arrábida. À hora de fecho desta edição, Sónia estava a ser interrogada por homicídio.

A mulher, de 36 anos, não perdoou o facto de o noivo, com a mesma idade, ter outra namorada, colega de trabalho. E terá reagido da pior forma – preparando com rigor a sua morte. Para o crime terá contado com a ajuda de um homem, que trabalha com ela na empresa de segurança Prosegur, e que ontem à noite também estava a ser interrogado por suspeitas de homicídio na Judiciária de Setúbal.

Naquela terça-feira à noite, Luís Neves saiu de casa da namorada e seguiu para Setúbal, onde vivia com a noiva. A PJ sabe que chegou a casa, tendo enviado dali o e-mail a um cliente, às 23h30 – e sabem que Sónia saiu: o seu telemóvel accionou antenas em zonas diferentes, já de madrugada. Há ainda chamadas de Sónia para um amigo, cujo telemóvel accionou aquelas antenas. Luís foi assassinado e atirado dentro do seu carro para um penhasco onde o cadáver foi ontem encontrado.

PJ PASSOU UM MÊS À PROCURA DO CORPO DENTRO DO MAZDA

A Polícia Judiciária de Setúbal, onde a noiva da vítima e o suspeito de ser cúmplice no homicídio estavam a ser interrogados ontem à noite, terá provas para deter os dois. O trajecto feito por ambos na noite do crime, registado pela activação celular dos respectivos telemóveis, não deixa dúvidas aos investigadores. Sónia foi inclusive apanhada a mentir – disse que não saiu de casa. A PJ recolheu declarações e deixou-a à solta mais de um mês, tal como o seu colega de trabalho na Prosegur, enquanto esteve à procura do corpo da vítima, dentro do seu Mazda 6 SW, cinzento, o que veio a confirmar--se ontem, num penhasco da Arrábida para onde foi empurrado. Em todo este tempo, os amigos fizeram circular um cartaz a pedir ajuda para localizar a vítima.

LUÍS, 'PESSOA ALEGRE', DEIXA FILHA DE SETE ANOS

Luís Neves e Sónia já tinham namorado, há anos, mas separaram--se porque 'ela era muito possessiva e ciumenta', recordam ao CM fontes próximas do casal. Cada um seguiu a sua vida e, enquanto Luís teve uma filha com outra mulher – a criança tem hoje sete anos –, Sónia também casou e tem uma filha. Mas a suspeita de homicídio e a vítima reencontraram-se no Verão de 2008 e voltaram um para o outro – Sónia deixou o marido e foi viver com Luís para a casa dele, em Setúbal. Iam casar-se. O empresário 'era uma pessoa sempre alegre e bem disposta' – como de resto estava pelas 20h00 do seu último dia de vida, quando os colegas se despediram dele – e Sónia 'era depressiva. Terá tentado o suicídio há cerca de dois meses.' Luís tinha outra namorada e Sónia sabia, até que o terá assassinado a 6 de Abril.

PORMENORES

SUCESSO PROFISSIONAL

Luís Miguel Rosado Gato Neves, 36 anos, era considerado um empresário de sucesso – sócio de destaque da Arquiconsult, parceira da Microsoft.

AUTÓPSIA DECISIVA

As causas da morte do empresário só deverão ser conhecidas hoje ou amanhã, depois de realizada a autópsia: o cadáver estava dentro do carro há mais de um mês – em decomposição.

PERÍCIAS AO AUTOMÓVEL

Os investigadores da Judiciária de Setúbal, depois de o corpo ter sido descoberto, desdobraram-se ontem entre perícias técnicas ao automóvel e os interrogatórios aos dois suspeitos, que foram buscar.

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