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Autoridades investigam ameaças de morte

Duas das principais vítimas do processo Casa Pia foram ameaçadas de morte para, em julgamento, não falarem da implicação de alguns arguidos no caso de abusos sexuais que está a ser julgado no Tribunal Militar, em Lisboa. Um dos jovens viu mesmo a sua casa ser assaltada e vandalizada, no passado sábado.
07.06.05
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Autoridades investigam ameaças de morte
Casa Pia participou às autoridades ameaças que foram feitas às vítimas Foto Marta Vitorino
O assalto ocorreu entre as 17h30 e aos 21h00, numa altura em que a testemunha e o segurança que o acompanha – um elemento do corpo de Segurança pessoal da PSP – não se encontravam no local. O apartamento, segundo soube o CM, ficou todo “escavacado”, tendo sido roubados vários documentos e apontamentos pessoais do jovem, bem como as declarações que prestou à Polícia Judiciária e ao Ministério Público, durante a fase de inquérito. Apesar do susto que apanhou, a vítima garantiu a pessoas que lhe são próximas que continua na firme disposição de contar tudo o que sabe sobre a pedofilia na Casa Pia. Perante o que sucedeu, a instituição já providenciou ao ‘rapaz’ um novo ‘refúgio’, ao mesmo tempo que as autoridades reforçaram as questões relacionadas com a segurança. O assalto, aliás, foi participado à PSP, segundo garantiu ao CM fonte da Casa Pia.
Ainda na semana passada, outra das vítimas – que só agora conta com segurança pessoal – foi ameaçada de morte, numa rua de Lisboa, por dois indivíduos, e recebeu, no seu telemóvel, várias mensagens intimidatórias para que se calasse quando fosse prestar declarações, recomendação que não foi seguida. As ameaças, segundo apurou o CM, foram feitas por pessoas a mando de outras que foram mencionadas ao longo da investigação do processo. Algumas foram constituídas arguidas e pronunciadas, outras não.
Apesar de a maioria das mensagens serem anónimas, numa delas apareceu o número de telemóvel que a enviou, situação que já está a ser investigada pelas autoridades. Recorde-se que, na edição do passado sábado, a provedora Catalina Pestana disse ao CM estar a par das ameaças, frisando que já tinha tomado as “medidas necessárias”.
OUTROS CASOS
O PRINCIPAL ALVO
‘André’, o chamado braço-direito de ‘Bibi’, foi várias vezes ameçado – Catalina Pestana confirmou-o em Tribunal. O jovem relatou aos investigadores que antes de ser preso, Carlos Cruz ligou-lhe a pedir silêncio, tendo chegado mesmo a ameaçá-lo de morte.
'JOÃO A.' INTIMIDADO
Conforme noticiou o CM em Novembro de 2003, ‘João A.’, um dos jovens que referiu o nome de Paulo Pedroso e a chamada casa dos ‘erres, foi, mais do que uma vez, intimidado através de telefonemas anónimos.
PSIQUIATRAS ALERTAM
Em Julho de 2003, Pedro Strecht, que também foi ameaçado, revelou ao CM que os jovens estavam a ser intimidados, por alguns arguidos, a não falar. Posteriormente, Álvaro de Carvalho revelou que havia carros suspeitos a rondar as casas das vítimas.

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