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‘Barão Vermelho’ sob investigação

Falência de firma gerida por Alexandre Alves é investigada pelo Ministério Público e pela PJ. Venda de um imóvel gerou lucro de 26,4 milhões de euros.
25.06.10
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‘Barão Vermelho’ sob investigação
Alexandre Alves, presidente da RPP Solar, empresa a quem o Governo deu apoios de 127,9 milhões de euros Foto José Carlos Campos

A Polícia Judiciária tem em curso duas investigações aos negócios de Alexandre Alves, presidente da RPP Solar, empresa a quem o Governo deu apoios de 127,9 milhões de euros para a instalação de uma fábrica de painéis solares em Abrantes. No centro da investigação, desencadeada pela falência de uma firma de que o chamado ‘Barão Vermelho’ foi gerente, estará a venda do Retail Park de Aveiro entre empresas geridas e representadas por Alexandre Alves, que gerou um lucro de 26,4 milhões de euros.

A Procuradoria-Geral da República disse ao CM que 'relacionado com o assunto que refere [insolvência da Capitalinvest – Investimentos Imobiliários] existem dois inquéritos em curso no DIAP, estando em investigação na PJ'.

A investigação foi desencadeada por uma comunicação do Tribunal do Comércio de Lisboa ao Ministério Público, na sequência da declaração de insolvência da Capitalinvest, da qual Alexandre Alves foi gerente e que era detida pela offshore Villamor Investiments Ltd.

A falência da empresa, declarada pela Tribunal do Comércio de Lisboa a 6 de Fevereiro de 2006, surgiu na sequência de uma acção do Fundo de Investimento Imobiliário Gespatrimónio Rendimento, representado pelo ESAF – Espírito Santo Fundos de Investimento, em Junho de 2005. O Fundo alegou que tinha um crédito sobre a Capitalinvest de quase 7,1 milhões de euros relativo ao incumprimento do contrato do Retail Park de Leiria, celebrado em 2006, e denunciou que 'a requerida [Capitalinvest] tem outros credores e que tem vindo a dissipar o seu património através de negócios ruinosos'.

Entre os exemplos apontados, destaca-se a venda do Retail Park de Aveiro: a 26 de Janeiro de 2004, o imóvel foi vendido à Largebuild – Utilidades, Equipamentos e Investimentos Imobiliários, detida pela offshore Groovy Power, Ltd, por 350 mil euros, mas a 2 de Fevereiro de 2005 a Largebuild vendeu-o à Bacturve – Compra e Venda de Imóveis para Revenda por 26,8 milhões de euros.

PROTAGONISTAS DE UM NEGÓCIO MILIONÁRIO

A venda do Retail Park de Aveiro gerou um lucro milionário e tem contornos estranhos, segundo a sentença do tribunal.

Na escritura pública de compra e venda do Retail Park de Aveiro, Irene da Conceição Pinto de Brito representou a Capitalinvest, vendedora, e a Largebuild, compradora, e era gerente de ambas as empresas. A Bacturve foi representada por Alexandre Alves e Júlio Macedo, como presidente e vice-presidente. À data, Alexandre Alves era gerente da Largebuild e Irene de Brito era administradora da Bacturve.

PORMENORES

EMPRESA CONTESTA

A Capitalinvest contestou, segundo o documento da sentença do tribunal, a acção de insolvência, impugnando o crédito que o fundo do BES diz ter sobre ela. E negou que tenham sido feitos negócios ruinosos.

MACEDO E A DEMAGRE

Júlio Macedo, vice-presidente da Bacturve, é gerente da Demagre, a empresa que comprou e vendeu no mesmo dia o prédio dos CTT em Coimbra e que lucrou cinco milhões de euros.

 

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