Sub-categorias

Notícia

Poupança nos exames médicos

A contenção do défice na Saúde aponta para a restrição dos meios de diagnóstico, incluindo aos doentes com cancro. Tutela e hospitais negam medida
15.07.10
  • partilhe
  • 0
  • +
Poupança nos exames médicos
A direcção clínica do IPO do Porto diz que os médicos devem saber quais são os exames necessários Foto Getty IMAGES

Os médicos estão a limitar o número dos exames clínicos aos doentes, inclusive aos que sofrem de cancro, pondo em risco o controlo da doença, seguindo as indicações de poupança do Ministério da Saúde.

A Ordem dos Médicos (OM) está atenta e promete agir contra os clínicos que cedam às pressões das administrações hospitalares e cortem injustificadamente nos exames para cumprir as metas da tutela para reduzir a despesa em cinco por cento. O ministério e as direcções clínicas dos Institutos Portugueses de Oncologia (IPO) do Porto e de Lisboa negam ao CM ter dado ordem para reduzir os exames.

No entanto, Jorge Espírito Santo, presidente do Colégio da Especialidade de Oncologia Médica da Ordem dos Médicos, admite a contenção. 'O ministério publicou medidas para a consolidação do défice orçamental, onde está expresso um apelo para a redução da despesa, que inclui os meios complementares de diagnóstico de uma forma genérica', confirma o especialista, lembrando que 'não é aceitável que os médicos cedam à pressão das administrações para restringir os meios de diagnóstico considerados essenciais para os doentes, especialmente de oncologia'.

'Faço o apelo para que os médicos não se esqueçam do juramento [de Hipócrates] que fizeram e ponham os interesses dos doentes acima de tudo', acrescenta Jorge Espírito Santo.

Segundo o oncologista, se a Ordem dos Médicos 'tiver conhecimento comprovado de que algum médico reduziu os exames será 'censurado' por aquele organismo, uma das sanções previstas.

Jorge Espírito Santo salienta: 'O médico tem o dever de não sujeitar o doente a exames supérfluos, que não acrescentem informação relevante'.

O director clínico do IPO do Porto, Machado Lopes, afirma que 'os médicos devem saber quais são os exames que devem pedir para os doentes fazerem'. O responsável declara, no entanto, que o hospital 'segue os protocolos e os doentes não deixam de fazer as ecografias e endoscopias'.

CADA HORA DE VOO DOS HELICÓPTEROS CUSTA 5600 EUROS

Cada hora de voo assegurada pelos três helicópteros ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) em Macedo de Cavaleiros, Santa Comba Dão e Loulé custou 5600 euros ao Ministério da Saúde, afirmou Luís Tavares, que aluga os helicópteros. O custo ascende, desde 1 de Abril, a 1,3 milhões de euros, correspondente a três meses de funcionamento. Luís Tavares diz que a tutela tem o pagamento em atraso. O presidente do INEM, Abílio Gomes, diz que 'a relação custo-benefício do helitransporte está a ser avaliada'.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Mais notícias

Mais notícias de Exclusivos

pub