Dois mestres num só livro

Em ‘Estrela Solitária’, biografia de Garrincha, juntam-se dois mestres talentosos: o biografado e o biógrafo.
Por Francisco José Viegas|09.09.18
  • partilhe
  • 0
  • +
Dois mestres num só livro
Foto Direitos Reservados
É provável que, hoje, Manoel Francisco dos Santos, aliás Mané Garrincha, tivesse passado ao lado de uma grande carreira: ele tinha o corpo de um desajeitado, os nervos e a sensibilidade de uma criança, a intolerância ao mando de treinadores patetas – e tinha as pernas tortas (há um poema de Vinicius de Moraes com esse título, que lhe é dedicado), arqueadas, pernas de menino pobre, de menino índio, de poliomielite. Mas essas pernas à Garrincha, encurvadas, fizeram incendiar ou gelar estádios de futebol.

A canarinha (a seleção brasileira), aliás, só perdeu uma vez com Garrincha em campo – e é vastíssimo o anedotário sobre o jogador eterno do Botafogo (onde marcou quase 250 golos), o clube do coração, apesar de ter jogado também no Corinthians e no Flamengo.

Se forem ao YouTube encontram antologias dos seus golos – procurem um Brasil-Checoslováquia em junho de 1962, e o Brasil-Bulgária de julho de 1966, campeonatos do mundo: num drible, finge correr mas estaciona no relvado; então, volta atrás e, curvado, num ângulo perfeito e perigoso, arranca para a baliza.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!