Enfermeiras e Enfermeiros

É bom que reflitam sobre o quotidiano de quem, muitas vezes em condições horríveis, trata dos nossos corpos.
Por Maria Filomena Mónica |19.08.18
Enfermeiras e Enfermeiros
Foto Direitos Reservados
Quem tenha a minha idade, passou certamente por hospitais públicos. Guardo deles recordações variadas: boas, no caso do Hospital Dª Estefânia, que tratou uma das minhas netas após ela ter contraído uma doença gravíssima, e más, no caso do internamento da minha mãe, que sofria de Alzheimer, no Hospital dos Capuchos.

Poder-me-ão dizer que quem trabalha no SNS se terá apercebido de pertencer eu à classe média, mas note-se que este facto pode ter efeitos perversos. Se a maioria reagiu com simpatia à minha angústia, houve quem, talvez por ressentimento social, me tornou a vida mais difícil.

Em 1968, tinha eu 25 anos, fui internada no IPO (Instituto Português de Oncologia) de Lisboa para a remoção de um tumor. Passados cinquenta anos, estou a ser tratada, em regime ambulatório, num hospital privado, a CUF Descobertas. Não pensem que o escolhi por ser privado. Como no público, há boas e más instituições.

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