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Joana de Verona: “Este País não é para novos”

Diz a actriz de ‘Como Desenhar um Círculo Perfeito’ sobre o contexto actual no País. Preocupa-a, sobretudo, que Passos Coelho aconselhe a emigrar e que os jovens tenham falta de oportunidades e de emprego
05.02.12
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Joana de Verona: “Este País não é para novos”
Foto Mariline Alves

Nasceu há 22 anos mas já tem um currículo de respeito no teatro e no cinema português. ‘Como desenhar um círculo perfeito’ pô-la em pé de igualdade com a consagrada glória pires num festival brasileiro. em 2010 recebeu no Estoril Film Festival o prémio de jovem actriz de cinema pelo filme ‘Mistérios de Lisboa’.

Tinha 16 anos quando entrou nos ‘Morangos com Açúcar’, mas, desde então, trilhou um caminho longe da televisão e mais perto do teatro e do cinema, onde, aliás, já tinha estado. Joana de Verona não teve um percurso normal para a sua geração e desdobra-se em múltiplos trabalhos.

Aos 12 anos participava numa produção da Globo, ‘A Presença de Anita’, no Brasil, onde nasceu, embora tenha vindo para Portugal com um ano. Como ‘Sofia’, de ‘Como Desenhar Um Círculo Perfeito’, e ‘Eugénia’, de ‘Os Mistérios de Lisboa’, deu que falar. Agora está em ‘Rafa’, de João Salaviza, curta-metragem seleccionada para o Festival de Cinema de Berlim.

A resposta escolhida surge a sublinhado

- Pegando no título de um dos seus últimos filmes, quais são os maiores mistérios de Lisboa?

a) A luz, as pessoas, a vida da cidade, as ruas de Alfama ao Castelo de São Jorge

b) As oportunidades e encontros que proporciona

c) A facilidade com que seé feliz nela


- Nasceu no Brasil, em São Luís do Maranhão, e veio para Portugal com um ano. O melhor do país onde nasceu é:

a) A alegria do povo

b) O Carnaval

c) As praias

d) Outra hipótese: A alegria do povo, a criatividade, as belezas naturais e a musicalidade

- O Brasil vive um período de expansão económica ao contrário de uma Europa em crise e endividada. Aquilo que mais a preocupa na actualidade em Portugal:

a) O desemprego e a falta de oportunidades para os jovens. Preocupa-me que o primeiro-ministro aconselhe a emigração

b) A falta de ânimo generalizado na população

c) O desinvestimento na Cultura

- A Joana tem feito um percurso diferente da maioria dos actores portugueses da sua geração, apostando no cinema e no teatro e estando menos presente na televisão.

a) A verdade é que não me identifico muito com a minha geração

b) O cinema tem-me feito mais feliz do que faria a TV

c) Fazer televisão não envergonha ninguém

d) Outra hipótese: Seria impossível fazer televisão ao mesmo tempo que estou a tirar um curso superior, a rodar um filme e a ensaiar um espectáculo, com dobragens e locuções pelo meio


- Foi nomeada, juntamente com a actriz Glória Pires, na categoria de Melhor Actriz de Cinema no Cineport...

a) Com a Glória Pires até perder é um privilégio

b) Que orgulho

c) O melhor foi a oportunidade de a conhecer

d) Outra hipótese: O melhor foi a surpresa e ter sido nomeada com o filme ‘Como Desenhar um Círculo Perfeito’. E claro que tinha de ser a Glória Pires a ganhar, caso contrário seria um absurdo

- Participou nos Morangos com Açúcar em 2006-2007.

a) O ritmo de trabalho dava para fazer três ou quatro filmes

b) Foi uma experiência como qualquer outra

c) Aprendi muito e é o maior privilégio para um actor

d) Outra hipótese: Deu-me imensa estaleca e conheci pessoas que são importantes na minha vida até hoje

- Onde é que dificilmente a apanhariam?

a) Numa viagem só de ida para fora de Portugal

b) Como concorrente de um reality show

c) A posar numa revista masculina

- Se escolhesse um dos títulos dos filmes/peças/séries onde participou para descrever a realidade difícil que o País atravessa, seria:

a) ‘Quando o Inverno Chega’

b) ‘Sonho com Contos de Fadas’

c) ‘O que é, o que é?’

d) Outra hipótese: ‘Este País Não é Para Novos’ (em vez de Velhos), apesar do trocadilho e de não ter participado

- Participou em ‘A Presença de Anita’, uma produção brasileira. Deu para:

a) Conhecer actores que admirava desde miúda

b) Sentir-me em pé de igualdade com grandes nomes da representação

c) Perceber que ainda temos muito que fazer em Portugal

d) Outra hipótese: Tinha 12 anos, deu para conhecer o Projac, participar numa produção da Globo, brincar e divertir-me.

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