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Milhões nas moedas virtuais

Há portugueses a ganhar dinheiro a produzir e a investir em criptomoedas como a famosa bitcoin
Por João Ferreira e Suely Costa|11.02.18
Milhões nas moedas virtuais

Quando a bitcoin surgiu, em 2009, poucos acreditaram que cada uma pudesse valer cerca de 16 mil euros. Foi o montante máximo que esta moeda virtual atingiu, mas no instante em que este texto está a ser escrito vale cerca de seis mil euros. Uma das características do dinheiro virtual é a oscilação vertiginosa no valor. Quem investe fica sujeito a perder ou ganhar milhões em tempo quase nenhum.

Em todo o Mundo há muitos ‘milionários reais’ à custa das moedas virtuais. Mesmo portugueses terão ganhado milhões. Outra particularidade deste dinheiro virtual é que se pode ganhar dinheiro a produzir moeda. É o caso de João Frade, dono de uma loja de informática em Figueiró dos Vinhos. Produtor e investidor neste tipo de moedas, garante ao ‘Falar Global’ ter um cliente que ganhou 300 mil euros numa só transação. Acredita que a ‘mineração’, a produção de moeda virtual em computadores com grande capacidade de processamento (as ‘minas’) é uma fonte de rendimento segura. Para já, tem 14 máquinas fazedoras de dinheiro. Cada uma tem um custo de electricidade mensal de quase 100 euros, pelo que lucra cerca de dois mil euros mensais.

Para poderem produzir criptomoedas as máquinas têm de validar transações na ‘Blockchain’, base de dados assente em tecnologia, independente do sistema bancário, que permite partilhar informação rapidamente e sem receio de ataque por piratas informáticos.

Há cerca de 1300 criptomoedas, incluindo a portuguesa AppCoins, que chegou no final de 2017. Todas são muito voláteis e o investimento é arriscado. No topo está a bitcoin, seguida da ethereum e da ripple.

SOCIEDADE BIT, por Reginaldo Rodrigues de Almeida

CRIPTOMOEDA

A existência do dinheiro confunde-se com os mais recônditos caminhos da História. Das mais antigas moedas até ao papel-moeda, diversas têm sido as abordagens e, com o impacto da tecnologia, logo se percebeu que outras mudanças estavam para acontecer…

Agora surgem em catadupa notícias sobre criptomoedas, entre as quais a bitcoin tem o estatuto de estrela, apesar de outras existirem. Fortunas repentinas, transações comerciais em crescendo e até máquinas ATM já existem por esse mundo fora (embora não em Portugal), num sistema que é desconhecido pela esmagadora maioria dos cidadãos.

Muitas são as abordagens possíveis de um tema que tem vindo a entusiasmar (e a preocupar) as autoridades financeiras, mas a reflexão que aqui se deixa é relativa à forma como a banca tradicional vai reagir. Ou seja, se as criptomoedas prescindem da intermediação bancária, o que dizer da banca que vive dessa intermediação e fundamentalmente vive numa lógica de ‘casa de penhor’, apta a emprestar dinheiro a quem o tem e não tanto a quem mais precisa?

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