O fim da falta de cabelo

No futuro, os implantes capilares serão feitos por robôs e as células estaminais ajudarão à produção de novos fios
Por João Ferreira e Suely Costa|14.01.18
O fim da falta de cabelo

Já não é "dos carecas que elas gostam mais". Hoje a calvície é considerada uma doença ligada a muitas outras como a depressão ou o cancro maligno (melanoma) do couro cabeludo e do pescoço. Mas as mais recentes evoluções tecnológicas e científicas prometem atenuar ou mesmo acabar com o problema.

Na área da robótica há um protótipo que, no futuro, vai conseguir extrair folículos de cabelo, analisá-los e voltar a implantá-los onde é preciso. Tudo de uma só vez, de forma mais rápida e muito mais segura. Esta inovação, que está a ser desenvolvida em Portugal, fará o transplante capilar automaticamente, retirando da zona dadora os melhores folículos e transplantando-os imediatamente na zona calva.

Investigação inovadora

Mas mesmo com toda a tecnologia existente, ainda há pessoas que não podem submeter-se a este processo. Paulo Ramos, CEO da Clínica Saúde Viável, garante que quer "dar resposta a estes casos com uma investigação pioneira, à escala global, em parceria com o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), da Universidade do Porto. Os investigadores estão a tentar descobrir a forma das células estaminais existentes nos folículos não perderem as suas propriedades para poderem produzir cabelo em laboratório", conta. Esta investigação, ainda no início, já tem resultados promissores. Espera-se agora que esta união entre a ciência e a tecnologia traga no futuro a cura para esta doença que afeta cerca de 70 por cento dos homens e 40 por cento das mulheres. Se as experiências correrem bem, no futuro só será careca quem quiser.

SOCIEDADE BIT, POR REGINALDO RODRIGUES DE ALMEIDA

Carecas, sim, mas por opção

A calvície afeta mais os homens do que as mulheres e, talvez por isso, o adágio popular nos tenha habituado que "são dos carecas que elas gostam mais". Verdade ou mentira conveniente, não importa, o relevante é que a calvície, gerada de forma hereditária ou consequência da dieta alimentar, do stress ou até de outros problemas de saúde, é uma doença (a alopecia) que, por sua vez, pode originar estados clínicos complicados, tais como a depressão profunda ou mesmo o cancro de pele.

A ciência, através da robótica, conjugada com as células estaminais em laboratório, tem vindo a levantar cabelo (nunca uma expressão popular pode ser tão bem contextualizada), ou seja, a reimplantar folículos capilares como se estes nascessem pela primeira vez, e que crescem normalmente. Importante é a massificação do tratamento pois poderá contribuir para que mais pessoas usufruam de uma realidade que ajuda a melhorar a autoestima. Carecas, sim, mas por opção.

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