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Os insólitos do filme 'Sei Lá'

Rita Pereira caiu numa escadaria, Ana Rita Clara levou com um quadro durante uma cena de sexo.
09.04.14
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Os insólitos do filme 'Sei Lá'
Atores com o realizador Joaquim Leitão e a argumentista e autora Margarida Rebelo Pinto Foto Tiago Sousa Dias

Luísa e Gonçalo – ou melhor, Ana Rita Clara e Pedro Granger – precisaram de cinco takes para gravar uma das cenas de sexo do filme ‘Sei Lá’, a adaptação do romance homónimo de Margarida Rebelo Pinto, que estreou esta semana no cinema.

"Entrávamos em casa e era logo uma grande loucura: eu tinha de encostar a Ana Rita contra a parede e não demos conta de que havia uma campainha atrás de nós. Aquilo começou a tocar e eu só consegui dizer: ‘até apita’. Claro que nos começámos a rir e tivemos de parar", lembra Granger, que interpreta no grande ecrã "um chico-esperto, pintarolas, com pouco respeito pelas mulheres, mas muito divertido".

Ana Rita Clara dá vida a uma mulher "forte e determinada, diretora de uma agência de comunicação, que ainda não sentiu que tivesse encontrado um par à altura das suas exigências". Como tal, vai-se divertindo por aqui e por ali, bem ao jeito da Samantha da série ‘O Sexo e a Cidade’. No segundo take, o problema já não foi a campainha, mas sim um "quadro enorme que caiu ao chão assim que a Ana Rita se encostou". À terceira tentativa, o obstáculo foi o casaco que a atriz tinha vestido e que era suposto despir. "O casaco tinha tachas e não estava fácil de tirar. Quando finalmente consigo tirá-lo, a assistente de câmara levou com ele em cima. Mais uma vez, tivemos de repetir." Custou, mas a cena acabou por ficar gravada. Ana Rita Clara confirma as peripécias descritas pelo amigo. "Aquela era uma cena com muita garra e sexualidade, de tal forma que íamos contra tudo: os quadros caíam, os alarmes disparavam. As cenas intimistas resultaram em momentos verdadeiramente hilariantes e aprendi que o beijo técnico realmente existe", conta a apresentadora da SIC Mulher, que resolveu apostar agora na representação.

COCA-COLA E QUEDAS

Dois meses de filmagens dão tempo suficiente para episódios insólitos ou inesperados nas gravações e ‘Sei Lá’, com produção de Tino Navarro e realização de Joaquim Leitão, não foi exceção. Madalena, a personagem de Leonor Seixas, parte um salto na praia e tem de continuar a caminhar como se nada tivesse acontecido. O Gonçalo de Pedro Granger tem de beber whisky, mas na verdade o que está dentro do copo é uma mistura de Ice Tea e Coca-Cola. "Quase vomitava, de tão mau que era", recorda o ator.

Rita Pereira, que no filme dá vida a Odete – "uma miúda da Margem Sul que tem o sonho de ser famosa e aparecer nas revistas" – também tem uma história para contar. "Estávamos a filmar na parte superior do edifício do Museu da Água, tivemos de repetir 500 vezes as filmagens e cada uma de nós teve de subir aquelas escadas, que eram muito a pique, centenas de vezes. Uma das vezes, eu ia toda lançada, tinha um texto para dizer, e espetei-me ao comprido no meio da escadaria. Elas tentaram não se rir, mas não conseguiram evitar", conta a atriz, que se estreia agora no cinema.

"É uma comédia romântica onde ninguém é totalmente perfeito. Tem esse lado inesperado e surpreendente da vida que eu gosto que os filmes tenham", partilha Joaquim Leitão, o realizador a quem ‘Sei Lá’ desvendou um lado oculto das mulheres. "Principalmente, a maneira aberta como elas falam de coisas de índole sexual umas com as outras; coisa que não acontece à frente dos homens."


O filme conta a história de quatro mulheres e os seus amores e desamores, na perspetiva de Madalena (Leonor Seixas). Abandonada por um homem, encontra o apoio necessário para continuar no ombro das quatro amigas, todas na casa dos 30 anos. "É o momento em que percebemos que já não somos umas miúdas e temos de construir alguma coisa na nossa vida. É a década das grandes decisões: quando temos filhos e damos saltos profissionais", acredita Margarida Rebelo Pinto, que aos 33 anos lançou ‘Sei lá’ e não mais parou de escrever.

Para Rita Pereira, de 32 anos, o maior drama de uma mulher de 30 anos "é já não ter 25. Chegar aos 30 é ter de encontrar uma pessoa com quem casar e ter filhos, há aquela pressão da sociedade, além de ser muito mais difícil emagrecer", brinca.

Gabriela Barros é a única das atrizes do filme que ainda não ultrapassou essa faixa etária. "Tenho 25 anos, mas já comprei o primeiro creme antirrugas. Também estou atenta ao que como, aos cigarrinhos... Já estou em antecipação", graceja a atriz, que se estreou na série juvenil ‘Morangos com Açúcar’ e em ‘Sei lá’ dá vida a uma mulher de anel no dedo e filhos a cargo. Pelo menos, vai-se preparando para os trinta que aí vêm.

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