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Polícia tecnológica

A PSP está a adaptar-se à nova realidade: uma carreira de tiro digital e drones ajudam a manter lei e ordem
Por João Ferreira e Suely Costa|18.06.17
Polícia tecnológica

Várias pessoas estão armadas com facas e pistolas. Os agentes, de Glock em punho, têm milésimos de segundo para tomarem uma decisão de tiro. Quando o disparo é efetuado, é um laser e não uma bala que atinge os criminosos. Acontece tudo no interior de uma espécie de tenda negra, onde a imagem dos elementos hostis é projetada.

A carreira de tiro digital é uma das mais recentes inovações da PSP, que a partir de agora pode "aperfeiçoar o tiro de precisão sem gastar recursos", enfatiza o subcomissário João Moura. Mas a tecnologia já faz parte do dia a dia da PSP em várias vertentes. A polícia usa drones cada vez mais evoluídos para controlar multidões e tráfego rodoviário, ou em investigações criminais. Dotadas de inteligência artificial, as aeronaves não tripuladas adaptam-se às condições atmosféricas e são olhos da autoridade em sítios inacessíveis ao homem. Mesmo à noite, é possível ver tudo o que se passa graças a câmaras de infravermelhos.

CSI da vida real

Também na gestão dos locais de crime, onde a PSP é muitas vezes a primeira a chegar, a ciência e a tecnologia têm um papel crucial. O trabalho minucioso garante a recolha de provas e vestígios deixados pelos criminosos.

É também com vestígios que trabalha o Departamento de Armas e Explosivos. Quando há algum acidente, como a recente tragédia numa fábrica de pirotecnia em Lamego que fez oito mortos, é acionada uma equipa especializada - que até inclui engenheiros químicos -, para apurar as causas da explosão. Um CSI da vida real que faz parte da realidade diária da PSP.

SOCIEDADE BIT

Tecnologia e crime, por Reginaldo Rodrigues de Almeida

Se numa perspetiva filosófica a guerra sempre foi considerada um ‘mal benéfico’ por gerar desenvolvimento tecnológico, visando a vitória sobre as forças inimigas, também o mundo do crime força a atualização - pela utilização de meios tecnológicos pelas organizações criminosas, e pela modernização das forças de segurança na tentativa de controlar toda a espécie de atividades ilegais.

A Internet trouxe de tudo um pouco e aboliu fronteiras, tornando demasiado ténue a linha que separa o bem do mal, assim como a classificação dos valores socialmente corretos.

Viver em democracia é cada vez mais um exercício de difícil equilíbrio, onde os valores fundamentais de cidadania devem ser acautelados mas nem sempre essa coabitação é pacífica. Terrorismo, crimes de ‘colarinho branco’, furtos e homicídios estão cada vez mais sofisticados (até banalizados) numa sociedade em que a tecnologia não pode fazer esquecer as referências éticas e o cumprimento do quadro legal vigente.

Esse é o grande desafio para forças de segurança e cidadãos.

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