Quarenta anos depois da grande conspiração

Morreu 33 dias depois de ter sido nomeado Papa João Paulo I. O mistério ainda perdura.
Por Secundino Cunha|09.09.18
Quarenta anos depois da grande conspiração
Foto Pedro Catarino
Os corvos que hoje sobrevoam a cúpula da Basílica de S. Pedro e os telhados da Capela Sistina e do Palácio Apostólico lembram, quando crocitam, os tenebrosos dias de há quarenta anos, que culminaram com a morte do Papa João Paulo I, a 28 de Setembro de 1978, 33 dias após a sua eleição no célebre ‘Conclave de agosto’.

Também agora, como há quatro décadas, a ala retrógrada e situacionista da Igreja Católica quer ver o Papa pelas costas. O cardeal Marto, bispo de Leiria-Fátima, falou no primeiro domingo deste mês num "ataque ignóbil e organizado contra o Santo Padre" e, um dia depois, surgiu o apelo ao apoio dos católicos ao Papa lançado pelo patriarca de Lisboa, Manuel Clemente: "Estamos com o Papa Francisco, como ele está com Cristo e o Evangelho". E logo na segunda-feira, na abertura do Simpósio do Clero, em Fátima, os bispos portugueses, acossados pela célebre carta de Viganò, escreveram ao Papa Francisco a manifestar-lhe incondicional apoio. Têm feito o mesmo as conferências episcopais dos diversos cantos do Mundo.

Foi este toque a reunir que faltou ao cardeal Albino Luciani quando, ao sentar-se na cadeira de Pedro, cheio de vontade de pôr em prática as mais revolucionárias decisões do Concílio Vaticano II, se viu cercado de sombras e resistências.

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