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Sérgio Conceição: Reacendedor do Dragão

Treinador do FC Porto regressa pela terceira vez ao clube que o acolheu enquanto júnior e onde aprendeu a zelar pela disciplina ao ir buscar colegas a discotecas
Por Leonardo Ralha|18.06.17
Sérgio Conceição: Reacendedor do Dragão

Regressar a um local onde já foi feliz não inquieta Sérgio Conceição, embora não faltem motivos para o treinador do FC Porto, de 42 anos, estar preocupado: a mais recente conquista dos azuis e brancos foi a Supertaça de 2013 e o ‘fair play’ financeiro da UEFA levou à transferência de André Silva para o AC Milan.

Outro fogo tinham os dragões em 1991, quando Sérgio Paulo Marceneiro Conceição chegou aos juniores. O rapaz de Ribeira de Frades, que jogava à bola na rua enquanto havia sol, superara o objetivo inicial: jogar na Académica.

No primeiro regresso ao FC Porto, após três empréstimos - e já casado com a mãe dos seus cinco filhos -, foi bicampeão e ajudou Jorge Costa a tirar Jardel de discotecas, no registo disciplinador que promete impor ao seu plantel. Também percebeu que podia enriquecer ao ser transferido para a Lazio, em 1998, sendo mais fácil ser romano em Roma com o salário mensal multiplicado por 25, de quatro para 100 mil euros, com mais zeros por serem liras.

Além da conta bancária, encheu o palmarés com a Taça das Taças de 1999 e o campeonato, taça e supertaça de Itália em 2000. Mas o feito mais notável desse ano não foi com o azul claro da Lazio e sim com o vermelho da Seleção. No último jogo da fase de grupos do Europeu, com Portugal apurado, Sérgio desmentiu com um hat-trick que o futebol sejam 11 contra 11 e no final a Alemanha vença. Abriu o marcador de cabeça, levando com o peso do irascível guarda-redes Oliver Kahn em cima. Ainda saiu do relvado em maca e assustou o selecionador Humberto Coelho, mas voltou para marcar mais duas vezes. Dois anos depois choraria na inauguração do Estádio Sérgio Conceição, em Taveiro, Coimbra.

Povoador do futebol

O resto da experiência italiana não correu tão bem, no Parma e no Inter de Milão, pelo que foi com alívio que optou pelo segundo regresso ao FC Porto, a meio da temporada de 2003/2004. Membro do ‘dream team’ de José Mourinho, ficou de fora da caminhada para a conquista da Liga dos Campeões em Gelsenkirchen. Não por falta de qualidade, mas porque jogara pela Lazio na pré-eliminatória e fase de grupos da prova rainha da UEFA.

Findo um contrato de seis meses, foi três anos para o Standard de Liège, na Bélgica, e após breve passagem pelo Kuwait pendurou as chuteiras no PAOK. Voltou a Liège para ser adjunto, chegou a treinador principal no Olhanense e mostrou vocação de povoador, pois três dos seus filhos chegaram a jogar nos escalões de formação do clube algarvio ao mesmo tempo. Agora tem Rodrigo nos juvenis do Benfica e Francisco nos iniciados do Sporting, mas isso é algo que ainda poderá mudar com o argumento da reunião de um clã que o futebol tem separado. O mesmo que ajudou Sérgio Conceição a fazer tábua rasa do contrato até 2020 com os franceses do Nantes, alegando que precisa de ficar junto da mulher que o acompanha desde os 18 anos.

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