HomepageinterativoJogos de GuerraPartilhar

Jogos de Guerra

Rússia, China e Mongólia juntam 300 mil tropas, mais de mil aviões de combate e navios de guerra em mega exercício militar.

Texto Francisco J. Gonçalves

Rússia, China e Mongólia juntam 300 mil tropas, mais de mil aviões de combate e navios de guerra em mega exercício militar.

Texto Francisco J. Gonçalves

A Rússia iniciou a 11 de setembro as mais vastas manobras militares desde o fim da Guerra Fria. A escala imensa dos meios envolvidos nas manobras de setembro na Rússia é equivalente às forças que combateram em algumas das maiores batalhas da Segunda Guerra Mundial.

Os jogos de guerra envolvem 300 mil efetivos, mais de mil aviões de combate e duas frotas navais russas. Os exercícios decorrem no centro e leste da Rússia com a participação de forças da China e da Mongólia. O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, comparou as manobras militares com as Zapad-81, realizadas em 1981 pela União Soviética, apesar de, como frisou, "em alguns aspetos serem mais vastas".

Shoigu adiantou que os jogos de guerra duram até 15 de setembro e incluem, para além dos meios já referidos, 36 mil tanques, blindados de artilharia e de transporte de pessoal.

A China deverá enviar 3200 efetivos do seu comando norte e 30 aviões e helicópteros de combate de de transporte de pessoal. Respondendo às críticas da NATO, que considera as manobras como uma ameaça gratuita e uma preparação para uma guerra de grande envergadura, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirma que os treinos são justificados "na presente situação internacional, que é, com frequência, muito agressiva e pouco amigável em relação à Rússia". Peskov foi evasivo quando questionado sobre se o envolvimento da China significa que os dois países estão à beira de uma aliança estratégica, limitando-se a considerar que revela que os dois países estão a cooperar em todas as áreas.


Reforço da frota no Mediterrâneo
A Rússia enviou várias fragatas para o Mar Mediterrâneo, através do estreito do Bósforo, naquilo que a imprensa russa designa como o maior reforço de meios marítimos de combate desde que em 2015 o país entrou na guerra da Síria para apoiar o regime de Bashar al-Assad. O reforço de meios da Rússia surge, aliás, numa altura em que Assad terá em preparação um assalto ao último grande bastião dos rebeldes, em Idlib, no norte da Síria. Moscovo tem acusado os EUA de reforçarem meios de guerra no Médio Oriente para um ataque às forças do regime sírio.
As manobras ordenadas pelo presidente russo surgem em resposta aos exercícios do mês passado da NATO, no Mar Negro, com participação de tropas ucranianas. Putin condenou essas manobras como uma provocação gratuita.
O secretário da Defesa dos EUA, James Mattis, admite que a compra de um sistema de defesa antimíssil por parte da Turquia à Rússia está a causar preocupação. "Não podemos integrar um sistema desses na NATO", afirmou Mattis. Washington ameaça mesmo suspender a venda de caças de guerra à Turquia.
Dylan White, porta-voz da NATO, confirma que a Rússia informou sobre as manobras em maio e que convidou um supervisor. Apesar disso, critica a Rússia por estar a realizar "exercícios para um conflito de larga escala".
Webdesign Edgar Lorga
Produção multimédia Sandro Martins

Edição José Carlos Marques
pub