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Alemanha limita entrada de 200 mil migrantes por ano

Merkel chega a acordo com líder dos cristãos da Baviera, partido com o qual irá formar uma coligação governativa.
10.10.17
A Alemanha vai limitar a entrada de 200 mil migrantes por ano. Angela Merkel, líder da CDU, fechou este acordo com Horst Seehofer, o líder dos democratas cristãos da Baviera (CSU), partido que espera formar uma maioria governativa.

De acordo com a imprensa internacional, a chanceler alemã chegou ao primeiro acordo com o CSU, daquela que se pensa ser o início de uma longa negociação. Além das atuais conversas com os democratas cristãos da Baviera, Merkel vai ter de se sentar à mesa com os conservadores do FDP e com os líderes dos Verdes - os únicos partidos com quem Angela Merkel está disponível para formar governo - para garantir a maioria no Bundestag.

Neste acordo sobre as quotas de imigração estão incluídos os pedidos de asilo. Os trabalhadores especializados que procurem emprego na Alemanha não estão inseridos neste acordo de limitação à imigração.

Apesar das restrições à entrada dos migrantes, as situações de emergência humanitária serão sempre analisadas e ponderadas.

À procura de uma coligação sustentável
A questão migratória foi um dos principais fatores que pesaram na pior votação de sempre para Angela Merkel, desde que ocupa o cargo de chanceler da Alemanha.

O crescimento da Alternativa para Alemanha (AfD), o partido populista de direita, alertou os líderes políticos para a questão da migração ser um assunto prioritário para a nova solução governativa. As eleições do dia 24 de setembro penalizaram tanto a CDU, partido liderado por Angela Merkel como o Partido Social-Democrata (SPD), partidos que governavam a Alemanha até então.

A pior derrota do SPD desde o pós-guerra levou o líder do partido, Martin Schulz, a recusar formar novo acordo com Angela Merkel. Perante a entrada do partido populista de direta no Parlamento alemão, o SPD aposta agora em fazer oposição à nova formação governativa.

A crise dos refugiados afetou significativamente a Alemanha que chegou a receber, segundo dados do Correio do Brasil, quase 900 mil migrantes, em 2015. Apesar da Alemanha ainda ser um porto de abrigo para muitos refugiados, o número de entradas reduziu significativamente desde o bloqueio da rota dos Balcãs.

O acordo entre a União Europeia e a Turquia sobre o mecanismo de apoio aos refugiados, evitou que um grande número de migrantes tentassem chegar ao continente europeu, atravessando os mares do Mediterrâneo. Recorde-se que o acordo previa que todos os migrantes que entrassem ilegalmente na Grécia acabariam por voltar à Turquia. 




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