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Atropela bebé e pensa que era uma lomba

Menino de 17 meses não sobreviveu.
03.12.17

O pequeno Jackson Yates, de apenas 17 meses, morreu depois de ser atropelado no parque de estacionamento de um hotel em Salford, Manchester, no Reino Unido. O menino terá dado alguns passos sem os pais verem e foi abalroado por um veículo que entrava no espaço. Ao passar por cima da criança, o condutor achou que estava a transpôs uma lomba e não parou o carro.

O caso, ocorrido em agosto,só agora chegou aos tribunais. A mãe da criança, Cheryl, ia mudar a fralda à criança no quarto de hotel onde a família estava instalada. Quando saiam do parque de estacionamento, um momento de distração revelou-se fatal.

A criança estava fora do campo de visão de Deniss Tischenko, que fazia uma curva no parque de estacionamento, a menos de 1 km/h e passou por cima do bebé.

"Achei que tinha passado uma lomba. Só depois vi três pessoas em choque e aí percebi que algo errado se passava. Pensei que tivesse atropelado um cão ou um gato, porque em momento algum vi a criança", contou o condutor em tribunal.

A mãe de Jackson, em pânico, tentou tirar o filho debaixo do veículo. "Uma das pessoas começou a bater no vídeo do meu carro aos gritos, mas não percebi o que estavam a dizer. Achei que ainda estava em cima do que quer que tivesse abalroado e meti a marcha atrás. Foi nessa altura que uma mulher tirou um bebé debaixo do meu carro. Fiquei em choque absoluto", recordou Deniss Tischenko.

A polícia de Manchester, que foi chamada ao local, entendeu que não havia quaisquer indícios de intenção criminosa. O agente Neil Pennington, que acompanhou o caso, considerou que tudo foi uma tragédia acidental e mostrou os vídeos das câmaras de videovigilância.

"A criança passou pelos pais e afastou-se um pouco, como acontece com aquela idade.Ele ainda abrandou mas depois continuou a andar. É nessa altura que o condutor do Toyota, que ia a fazer a manobra com extremo cuidado, o abalroa", declarou o polícia em tribunal.

"As nossas vidas estão viradas do avesso e mudaram num instante. Nada é o mesmo desde o que aconteceu. Estamos a tentar encontrar razões para continuar a viver. Tudo tem sido muito difícil e não estamos a conseguir lidar com a magnitude do que aconteceu ao nosso menino perfeito", escreveu a mãe da criança, num tributo lido em tribunal.

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