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Awet Andemeskel, o ciclista-refugiado que quer chegar ao WorldTour

Assim que se tornou um sueco legal, recomeçou a treinar no ginásio, até aparecer a oportunidade da equipa de refugiados Ner Group-Marco Polo,
Por Lusa|09.08.17
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Awet Andemeskel arriscou o futuro como ciclista quando fugiu da Eritreia, mas esta quarta-feira, depois de ter vivido dois anos como ilegal na Suécia, está a cumprir o sonho de uma vida, que espera que termine no WorldTour.

"Sou um refugiado. Sou da Eritreia, mas agora vivo na Suécia. Quando fui correr os Mundiais com a minha seleção, em Itália [Florença], em 2013, fugi. Fui para a Suécia e, durante dois anos, não peguei numa bicicleta. Não tinha documentos, não tinha trabalho, não tinha dinheiro. A vida era muito dura. Não consegui arranjar emprego, não tinha nada, nada. Vivia com um amigo, que me deu abrigo", contou à agência Lusa o corredor da Kuwait-Cartucho.es.

Nascido a 05 de fevereiro de 1992 em Kakebda, na Eritrea, como mais velho de nove irmãos, Awet Andemeskel não tem pudor em falar das suas origens humildes no seio de uma família de agricultores, que chegou a passar fome e a sobreviver sem água corrente, mas que, sem querer, lhe traçou o destino.

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