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Theresa May anuncia fundo de 5 milhões para a vítimas de Londres

Polícia confirmou até ao momento 30 mortos. Dezenas de pessoas protestam em Kensington.
Por J.C.M. e P.Z.G.|16.06.17
A polícia britânica anunciou esta sexta-feira que estão confirmadas 30 mortes no incêndio que destruiu a torre Grenfell, em Londres. O balanço continua a ser provisório, pois continuam por localizar dezenas de moradores.

Numa declaração publicada no Twitter, a Met Police diz que ainda estão hospitalizadas 24 pessoas, 12 das quais em estado crítico. Polícia avisa que "infelizmente o número [de mortos] pode subir.

Theresa May anuncia fundo de 5 milhões para a vítimas
A primeira-ministra britânica anunciou, que vai ser posto à disposição das vítimas do incêndio um fundo de cinco milhões para as vítimas do incªendio. O dinheiro será destinado a comida, roupas, agasalho e material de emergência médica.

O anúncio foi feito num encontro de May com algumas vítimas, em que a primeira-ministra teve que ser escoltada, devido aos protestos que decorrem na zona de Kensington. 

Protestos na Câmara de Kensington após visita da rainha Isabel II ás vítimas
Rainha Isabel II e príncipe William visitam vítimas do fogo
Esta sexta-feira a rainha Isabel II, acompanhada pelo filho, o príncipe William, duque de Cambridge, visitou um centro de acolhimento onde estão instaladas dezenas de vítimas do incêndio na torre Grenfell, que perderam tudo nas chamas.

A monarca conversou com várias pessoas e deixou algumas palavras de conforto e solidariedade. Ao mesmo tempo o príncipe Carlos assinalava um minuto de silêncio pelas vítimas, na abertura da cerimónia de investidura, no Palácio de Buckingham.

Pouco depois algumas dezenas de pessoas protagonizaram um protesto em que pediam "verdade e justiça, já" pelas vítimas do fogo, exigindo que fossem apuradas responsabilidades no incêndio e exigindo

O grupo de manifestantes causou algum aparato ao invadir uma sessão da Câmara de Kensington, mas o protesto foi depois desmobilizado pelas autoridades, que encaminharam os manifestantes para o exterior do edifício. No exterior, os protestos ganharam maior dimensão e chegou a haver confrontos físicos.


Número de mortos pode chegar aos 100

Confrontado na quinta-feira pelos jornalistas com a pergunta se era de esperar que o balanço de vítimas mortais em Londres pudesse passar dos 100, o comandante da polícia de Londres tentou ser otimista. "Gostava de ter esperança de que não vamos chegar aos três dígitos".

O desejo pode estar seriamente comprometido. Continuam a surgir relatos de famílias inteiras das quais não há notícia e todos especulam que as 30 vítimas mortais confirmadas oficialmente sejam um número muito provisório.

O jornal The Sun compilou dados e chegou a uma lista de 65 pessoas dadas como desaparecidas ou que se teme estarem mortas dentro da torre. Outros jornais contam histórias arrepiantes de famílias que não sabem de um filho, de um irmão, de um pai ou o uma mãe. 

A polícia admite que não seja possível identificar todas as vítimas, dado o estado de carbonização dos corpos e a falta de informação sobre quem habitava no prédio onde viveriam cerca de 600 pessoas.

Investigação criminal
Depois de a primeira-ministra Theresa May ter anunciado uma "investigação pública profunda" ao que se passou, esta sexta-feira a polícia diz que abriu um inquérito criminal ao incêndio.

Entre os sobreviventes cresce a raiva para com as condições do prédio, que tinha acabado de receber obras de remodelação, que deram à fachada um novo revestimento. Que é precisamente o fator apontado como causador da rápida propagação do fogo. Foram usados painéis sem componentes anti-fogo, e especialistas dizem que a forma como as chamas subiram tão rapidamente se deve ao material usado para cobrir o edifício.

Uma moradoraconta ao Telegraph a sua raiva. "Puseram o novo revestimento porque o nosso prédio era desagradável para a vista daqueles que vivem nas casas caras". O condomínio de habitação social fica no meio de um bairro chique, onde vivem os mais abastados de Londres. Na hora da emergência, os alarmes não tocaram e o caos mergulhou.«

Lily Allen critica "microgestão do luto"
A cantora Lily Allan, que vive no bairro e mantám contactos frequentes com a comunidades, dá voz à frustração que se sente perante o que tem sido divulgado pelas autoridades. "O governo está a fazer uma microgestão do luto". Diz que os relatos que lhe chegam - da comunidade e também de polícias e bombeiros - põem o balanço de vítimas mortais acima de 150 mortos e também critica os media: "Nunca na minha vida vi um evento como este, em que a contagem de mortos esteja a ser menosprezada pelos media.





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