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Barco colide com torre de controlo e mata nove pessoas

Capitão do navio condenado a dez anos de prisão. Vídeo mostra a destruição do edifício.
18.05.17

Roberto Paolini, capitão do navio de carga ‘Jolly Nero’, foi condenado esta quarta-feira a dez anos e quatro meses de prisão pela tragédia no porto de Génova em que nove pessoas morreram e quatro ficaram feridas. O barco comandado por Paolini estava em manobras para sair do porto e colidiu com uma torre de controlo de 54 metros de altura, que ficou completamente destruída.

O tribunal de Génova condenou ainda mais três elementos da tripulação do navio. O primeiro-oficial, Lorenzo Repetto, foi sentenciado a oito anos e seis meses de cadeia, o diretor de máquinas, Franco Giammoro, vai cumprir uma pena de sete anos e o controlador, Antonio Anfossi, apanhou quatro anos e dois meses.  

Os réus foram considerados culpados de diversos crimes, como múltiplo homicídio culposo, destruição de construção e atentado contra a segurança dos transportes. Paoloni foi ainda condenado por falsidade ideológica. A decisão pode ainda ser alvo de recurso.  

Familiares revoltados com as penas
As penas aplicadas representam apenas metade do que a acusação pediu, facto que irritou os familiares das vítimas.

"Assassinos, assassinos, vocês mataram nove pessoas, isto não acaba aqui", gritaram alguns dos parentes, expressando a revolta após a leitura da sentença.

"Acreditei nos tribunais, mas estou decepcionada", acrescentou Adele Chiello, mãe de Giuseppe Tusa, um dos militares da Capitania do porto que morreu na queda da torre de controlo.

Um vídeo publicado na altura da tragédia pela televisão italiana Rai mostra o barco a aproximar-se da torre e, no fim, o colapso da estrutura.



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