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Bebé que ia ser autopsiada é salva por motorista que percebe que estava viva

Óbito da menina foi declarada à nascença, após nascer prematura.

Uma recém-nascida prematura, que os médicos declararam morta à nascença e ia ser autopsiada para se apurarem as causas da suposta morte, foi salva no último minuto pelo motorista da carrinha funerária que a levou até ao Instituto Médico Legal (IML) de Osasco, na área metropolitana da cidade brasileira de São Paulo. Ele percebeu que a bebé, ao contrário do que os médicos tinham declarado, estava viva, deu o alarme e evitou que a recém-nascida fosse autopsiada.

O condutor percebeu que alguma coisa não estava de acordo com o atestado de óbito assinado pelos médicos do Hospital Alpha Med, da cidade vizinha, Carapicuíba, que tinham declarado a menina natimorta, ou seja, morta antes de ser retirada do ventre da mãe, uma jovem de 18 anos. Ao chegar ao IML e segurar a criança para a entregar aos médicos que iam autopsiá-la, ele percebeu, espantado e assustado, que a bebé estava bem corada e fazia movimentos parecidos com o da respiração, embora frágil, situações nada comuns num cadáver.

Imediatamente, ele pediu auxílio a um dos legistas do Instituto Médico Legal, que determinou que a bebé fosse levada urgentemente para um hospital. Esta quarta-feira, a bebé, que nasceu com apenas seis meses de gestação e 700 gramas mas lutava heróicamente pela vida, estava internada numa Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Sino Brasileiro, em estado grave por causa da sua prematuridade mas esperançosamente viva.

Pedro Buk, o inspector da Polícia Civil (Judiciária) que esta terça-feira instaurou uma investigação sobre o caso, considerou a situação absolutamente assustadora. Ele já começou a ouvir todas as partes envolvidas, para apurar se os médicos que assistiram o parto da bebé não tinham realmente condições de perceber que ela estava viva, como percebeu o motorista da carrinha funerária, ou se tinham e cometeram um erro gravíssimo.

A mãe da bebé, a estudante Ana Caroline da Silva, e o resto da família inicialmente nem se espantaram com a declaração da morte da menina, dado o curtíssimo período de gestação. Depois, ao saberem que, afinal, a bebé estava viva, ficaram num natural estado de choque e indignação, e agora concentram todos os seus pensamentos e orações na recuperação da criança.



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