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Beija-flor é campeã do Carnaval do Rio

Escola de samba desfilou com enredo contra a corrupção e a desigualdade.

A Beija-Flor sagrou-se no final da tarde desta quarta-feira campeã dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, que decorreram nas madrugadas de segunda e de terça no Sambódromo da Sapucaí, no centro daquela cidade brasileira. Os envelopes com as notas dos jurados foram abertos esta tarde na Sapucaí e a disputa, que alternou diversas escolas no comando, só na última nota foi vencida pela Beija-Flor, que é de Nilópolis, cidade na área metropolitana da capital fluminense.

O enredo levado pela Beija-Flor para a avenida do samba foi uma crítica aberta e corrosiva contra a corrupção que assola o Brasil, contra a desigualdade e a intolerância. Fazendo um paralelo entre a obra de fcção e terror "Frankenstein" com a realidade actual brasileira, a Beija-Flor abordou de forma contundente as principais mazelas do país, representando como os monstros da actualidade pessoas que roubam os cofres públicos e as que teimam em classificar e discriminar os outros pela cor da pele, opção sexual ou classe social.

Num dos carros alegóricos mais marcantes, via-se o imponente prédio da Petrobrás, a petrolífera de onde foram desviados milhares de milhões de euros para subornar e enriquecer executivos e políticos, escândalo que deu origem à Operação Lava Jato. Num outro quadro, a empresa era mostrada por dentro, cheia de ratos simbolizando os corruptos, e transformando-se numa enorme favela repleta de desigualdades.

Políticos suspeitos de corrupção foram representados na Sapucaí durante o desfile da Beija-Flor, entre eles o presidente Michel Temer, fortemente vaiado, e Lula da Silva. A violência no Brasil, nomeadamente no Rio de Janeiro, também foi retratada durante o desfile, com encenações chocantes que, no entanto, empolgaram o público do início ao fim da apresentação.

Em segundo lugar, no que foi uma das maiores surpresas dos últimos anos nos desfiles das escolas de Samba do Rio de Janeiro, ficou a escola Paraíso do Tuiuti, que levou para a avenida igualmente uma áspera crítica política e social, e em terceiro ficou a Académicos do Salgueiro, que terça-feira conquistou outro cobiçado galardão, o Estandarte de Ouro, atribuído pelo jornal O Globo. As duas escolas de samba rebaixadas para o segundo escalão dos desfiles da capital fluminense foram a Império Serrano e a Académicos do Grande Rio, esta última tendo enfrentado problemas graves com carros alegóricos.

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