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Drone encerra aeroporto em São Paulo

Aterragens no Aeroporto de Congonhas foram suspensas durante duas horas e milhares de passageiros foram afetados.

Um drone (aeronave não tripulada) misterioso obrigou à paralisação de aterragens por mais de duas horas na noite de domingo no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade brasileira de São Paulo, o segundo mais movimentado do Brasil. Dezenas de voos tiveram de ser desviados para outros aeroportos entre as 20 e 15 e as 23 e 40 locais e partidas foram canceladas, afetando milhares de passageiros.

O drone foi avistado inicialmente por pilotos de dois aviões da companhia aérea brasileira Latam, que deram o alarme. Depois, o misterioso aparelho comandado à distância por controlo remoto continuou por longo tempo a sobrevoar o movimentado aeroporto, sendo visto por muita gente.

Como o drone fazia manobras na cabeceira sul da pista, onde eram realizadas as aterragens, ao menos 35 aviões de várias companhias aéreas brasileiras e estrangeiras que tinham Congonhas como destino ou escala foram desviados. Uns para o Aeroporto de Cumbica, também em São Paulo, outros para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 90 km da capital paulista, e outros ainda para Ribeirão Preto, a 313 km, e Confins, em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, e Galeão, no Rio de Janeiro.

Milhares de pessoas que iriam descer em Congonhas foram parar a aeroportos em alguns casos muito distantes, perdendo conexões e compromissos e tendo de passar a noite em hotéis. Passageiros formavam ao longo desta segunda-feira longas filas para tentarem embarcar em novos voos em Congonhas, e muitos reclamavam de que tiveram de pagar os hotéis do próprio bolso.

A Polícia Militar foi chamada e enviou um helicóptero para tentar intercetar o drone, enquanto a Polícia Federal usou equipamentos eletrónicos para tentar identificar o local de onde o aparelho era comandado, mas em ambos os casos sem sucesso e o avião não tripulado desapareceu da mesma forma misteriosa como tinha surgido. Esta segunda-feira, a Força Aérea Brasileira afirmou que os aeroportos do país não possuem radares capazes de detetar drones, o que pode ocasionar que casos semelhantes se repitam, colocando muitas vidas em risco, pois a colisão com um aparelho não tripulado pode derrubar um avião lotado de passageiros.
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