Sete homens abatidos após múltiplos ataques na capital do Burkina Faso

Várias explosões sentidas na cidade e tiroteio ouvido na embaixada de França.
02.03.18
Sete pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas numa série de ataques na capital do Burkina Faso, Ouagadougou, esta sexta-feira.

Destas sete pessoas, duas pertenciam às forças paramilitares que protegiam a embaixada francesa, que também foi atacada. 

Uma explosão foi observada junto às principais instalações militares na cidade, indica a correspondente do jornal Le Monde no local. Desconhece-se ainda qual é a autoria deste ataque, que também visou o centro cultural francês naquela cidade e as instalações das forças militares do país. 

Segundo fonte do Governo francês, nenhuma das vítimas é de nacionalidade francesa. 

De acordo com a agência Reuters, após a explosão na Embaixada Francesa seguiu-se um ataque por um grupo de pelo menos quatro homens armados, todos eles abatidos no local pelas autoridades. Outros três suspeitos do ataque foram mortos a tiro por forças militares noutro ponto da cidade.

O Burkina Faso (antigo Alto Volta) é um dos países mais frágeis daquela região africana, fustigada por ataques levados a cabo por grupos jiadistas. Situa-se perto do Mali, local onde se encontram tropas portuguesas em missão, a auxiliar a força de paz da ONU na região.

As Nações Unidas têm cerca de 12 mil militares naquela zona, contingente que tem sido fortemente afetado pelo conflito. Ainda na quarta-feira, quatro soldados da ONU foram mortos numa explosão de uma mina no centro deste país. Estas batalhas têm causado milhares de mortos e despoletaram um êxodo na região, com muitos a fugirem aos bombardeamentos, ataques e à pobreza, igualmente incapacitante.



A França é uma antiga força colonial deste território e tem uma presença bastante pungente na região, com mais de quatro mil militares no terreno a apoiar uma força conjunta que atua no Burkina Faso, o Chade, o Mali, a Mauritânia e a Nigéria.

Os ataques na capital do Burkina Faso não são caso isolados. Recorde-se que, em agosto do ano passado, dois homens abriram fogo num restaurante na principal avenida da cidade matando 19 pessoas e ferindo 21.  Desconhece-se ainda de quem foi a autoria deste ataque.

Já em janeiro de 2016 outro ataque a um hotel e restaurante no centro da cidade causaram a morte a 30 pessoas, onde se incluem várias vítimas europeias. Este ataque acabou por ser reivindicado por um grupo afiliado à Al-Qaeda.

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