Sub-categorias

Notícia

Empresa investigada por contratar strippers anãs

Funcionárias alegam que foram despedidas depois de não quererem participar nas brincadeiras sexuais promovidas no escritório.
Por Pedro Zagacho Gonçalves|11.08.17
Empresa investigada por contratar strippers anãs

A empresa de gestão de dívidas America Funding Group, sediada em Nova Jérsia, nos EUA, está a ser investigada depois de um grupo de ex-funcionárias acusarem os diretores de "promoverem o assédio sexual no trabalho", naquilo que descrevem como sendo "um verdadeiro recreio de deboche".

Os sete diretores da empresa são acusados de promover brincadeiras de cariz sexual no escritório, ao estilo de ‘ O Lobo de Wall Street’. Imagens divulgadas pelo empregados mostram que foram contratadas strippers anãs para dançarem despidas para os empregados no escritório. Uma stripper senta-se em cima de um dos chefes da empresa, que está amordaçado no chão.

Quando os empregados recusavam participar, eram despedidos. É este o caso de Nicole Orlando, Evelyn Grondski e Donna Simon, que sempre consideraram as brincadeiras "moralmente repulsivas" e, por isso foram despedidas.

O dono, Mark Mancino, e um dos chefes, Michael Hamill, são acusados de pedir às funcionárias que fossem ao gabinete para lhes apalparem e lamberem os seios. "’Wendy, traz as tuas mamas aqui’, era assim que éramos tratadas", afirmam as ex-funcionárias.

Silêncio das funcionárias era recompensado

Quando as mulheres alinhavam, eram recompensadas com prendas, aumentos e promoções. A investigação já apurou que o dono da empresa terá contratado uma jovem de 22 anos, que tinha conhecido no ginásio, com o único propósito desta ser alvo de assédio no trabalho. A jovem "usava roupas provocantes no escritório e, durante as reuniões, o diretor Mark Mancino pedia para ela apanhar coisas no chão, atiradas por ele de propósito, para poder acariciar-lhe e apalpar-lhe o corpo", revelam os documentos judiciais.

A troco do silêncio da jovem, esta tinha acesso ilimitado ao cartão de crédito da empresa e recebia prendas, como malas e roupa de marcas de luxo e um carro.

Mancino não queria que a mulher soubesse do que se passava no escritório e pedia silêncio a todos os empregados. Depois do escândalo, a mulher já pediu o divórcio.

Todos os funcionários eram obrigados a assinar um documento em como não contariam a ninguém como eram as festas no escritório. Sempre que algum dos diretores fazia anos, eram contratadas strippers. O escritório era decorado com imagens de seios, vaginas e pénis e havia bonecas insufláveis por todo o lado, que eram usadas pelos presentes.

As queixosas afirmam ainda que, quando eram contratados novos funcionários, os diretores levavam bonecas sexuais e vídeos e fotos de cariz pornográfico para as entrevistas com os candidatos. "É assim que fazemos negócio aqui" era dito a quem lá queria trabalhar.

O caso chegará a tribunal em breve.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Mais notícias

Mais notícias de Mundo

pub