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Escola constrói vedação anti-prostitutas

Diretores irritados com o facto das profissionais do sexo invadirem os terrenos da escola e deixarem lixo.
Por Pedro Zagacho Gonçalves|24.08.17

Uma escola secundária de Berlim anunciou o fim da construção de uma vedação ‘anti-prostitutas’ com 1,8 metros de altura. O objetivo e manter as profissionais do sexo fora do espaço escolar.

A escola Französisches Gymnasium fica numa rua próxima da Kurfürstenstraße, zona conhecida por o principal local de prostituição na cidade. A rua está a ser palco de obras de reabilitação e de construção de apartamentos, o que tem levado as prostitutas para ruas adjacentes.

Segundo os diretores escolares, podem encontrar-se prostitutas junto à escola "a todas as horas do dia", que acabam por deitar preservativos, seringas e lixo nos terrenos escolares. As mulheres são ainda acusadas de usarem o relvado da escola como casa de banho. "Sempre houve queixas da presença de homens suspeitos e prostitutas aqui, a andarem  sem vergonha e de forma ilegal no campus, até durante dia", afirma o inspetor das escolas do distrito Casten Spallek.

Michael Klinnert, diretor da escola, tem a mesma posição: "As prostitutas comem, bebem e deixam lixo. Fica tudo nojento ainda quando não é de noite. Não têm onde tomar banho e por isso invadem-nos a escola e chegam a fazer as necessidades onde bem lhes apetece".

A vedação estende-se ao longo de 125 metros e custou 57 mil euros. A medida foi aplaudida por toda a comunidade escolar, assim como pelos moradores daquela rua. A prostituição foi legalizada na Alemanha em 2002 nas cidades com mais de 50 mil habitantes. A maioria das prostitutas trabalha em bordéis mas ainda há muitas profissionais do sexo que optam por fazer negócio nas ruas, de forma a evitar pagar quarto.

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