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Daesh reivindica ataque que fez mais de 20 feridos no metro de Londres

Uma das vítimas é uma criança. Explosão de bomba artesanal queimou passageiros.
Por José Carlos Marques|15.09.17
O rebentamento de uma bomba numa carruagem que circulava no metro de Londres fez pelo menos 29 feridos, entre os quais uma criança. Segundo o serviço de Ambulâncias de Londres, nenhum dos casos implica risco de vida.
Ataque terrorista faz mais de 20 feridos no metro de Londres

O engenho de aspeto muito rudimentar - do qual circulam fotos e vídeos nas redes sociais -  explodiu pelas 08h20 dentro de uma carruagem que estava na estação de Parsons Green, na zona Oeste de Londres. As imagens mostram um balde de plástico, metido dentro de um saco de supermercado. Há relatos de que o balde conteria produtos químicos e são visíveis fios elétricos, no que parece ser uma bomba artesanal. Passageiros descrevem a detonação como "uma bola de fogo" que fez vários feridos. A Polícia Metropolitana já confirmou que se trata de um ato de terrorismo.
Mark Rowley, responsável da Polícia Metropolitana, confirmou, por volta das 12h00, que o ataque resultou do rebentamento de um engenho artesanal.

Os Serviços Britânicos de Segurança anunciaram ainda esta tarde que já identificaram um suspeito de estar envolvido na explosão do metro de Londres, avança a Sky News.

Daesh reivindica atentado. Está montada uma caça ao homem
Poucos minutos antes das 20h00, o Daesh acabou por reivindicar este atentado em Londres, garante a RT.

Já o 'Mayor' de Londres, Sadiq Khan, disse à LBC Radio que "está em curso uma caça ao homem" para encontrar o culpado pelo ataque classificado pela polícia como "terrorista".

A unidade antiterrorista da polícia está a proceder a "investigações rápidas para identificar os culpados", não tendo ainda havido "nenhuma detenção", de acordo com um comunicado das autoridades.

As autoridades já tinham anunciado que estavam a lidar com a ocorrência no quadro de um "ato terrorista" que provocou uma explosão e "bolas de fogo" no interior da composição que se encontrava na estação de Parssons Green.

No entretanto, o Reino Unido decidiu aumentar o nível de alerta terrorista de "severo" para "crítico", o que, na prática, significa que as autoridades esperam que outro atentado aconteça a qualquer momento.

Trump diz que atacantes estavam "à vista" da Scotland Yard
O presidente americano Donald Trump reagiu ao atentado em Londres dizendo que a Scotland Yard "tinha em vista" os autores do ataque, que descreve como "pessoas doentes e dementes", e pede que as autoridades sejam mais "proativas". E aproveita para dizer que é necessário aprofundar a proibição de viajar que implementou nos EUA, insurgindo-se contra a "estupidez do politicamente correto". A Scotland Yard recusou-se a comentar as declarações de Trump.


A primeira-ministra britânica, Theresa May, convocou para a tarde desta sexta-feira uma reunião de emergência do Gabinete Cobra, que junta vários responsáveis da polícia, forças armadas e dos serviços de inteligência para responder a situações de terrorismo.
Passageiros relatam momentos de pânico
Testemunhas garantem que a explosão fez vários feridos, pessoas que terão sido queimadas na cara e cabeça. O metro estava cheio no momento da explosão, que ocorreu pouco depois das 8h00. O serviço de ambulâncias de Londres confirma ter transportado 18 pessoas para vários hospitais, mas garante que nenhuma das vítimas corre perigo de vida.

Peter Crowley, um passageiro que estava na composição afetada, publicou no Twitter uma foto da sua cabeça, com o cabelo visivelmente queimado. Comenta que foi atingido pela "bola de fogo" da explosão.

A explosão aconteceu na estação de metropolitano de Parsons Green. A linha District Line foi encerrada entre as estações de Edgware Road e Wimbledon.

Um passageiro do metro contou o que viu à BBC Radio 5: "Aconteceu quando estávamos a chegar à estação do metro. Toda a gente correu para a saída e sentimos um cheiro a queimado. Estou certo de que vi pessoas que sofreram queimaduras", diz o homem.

Outra testemunha, Richard Aylmer-Hall, de 53 anos, conta que, "de repente, instalou-se o pânico, muitas pessoas gritavam. Uma mulher na plataforma disse que viu um saco, um flash e um estrondo, por isso alguma coisa explodiu". O passageiro acrescenta que o pânico levou as pessoas a correr para as saídas, com muitos apertões e pisadelas.

Os jornais Daily Star e Express avançaram, na manhã desta sexta-feira, que a polícia de Londres está a desativar um segundo engenho explosivo no metro. Corriam também rumores de que um homem armado com uma faca estaria a ser perseguido na zona. No entanto, a Scotland Yard veio depois desmentir ambas as informações.

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