Fica com dentadura entalada na garganta durante 40 horas

Hospital não dispunha de aparelho de endoscopia para retirar o objeto de dentro do paciente.
12.01.18

Um homem brasileiro, de 59 anos, viveu momentos de angustia ao ter passado cerca de 40 horas com a  sua prótese dentária entalada na gargannte, depois de a ter engolido.

Antonio Monteiro Cantalice engasgou-se no dia 9 de janeiro (terça-feira) e acabou por engolir a dentadura, que ficou alojada na garganta. A família levou-o de imediato para o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos e foi aí que começou um pesadelo  de falta de equipamento e burocracia.

Segundo o site G1, que falou com a filha de Antonio, foi feito um raio-X para verificar que a dentadura estava presa. Foi dito à família que era preciso um aparelho de endoscopia para verificar a situação e de que forma seria possível retirar a prótese. No entanto o hospital não dispunha do aparelho há vários dias.

O hospital solicitou a transferência do paceinte para outro hospital que tivesse o aparelho, que só foi autorizada pelas 19h00. Como o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos não tinha ambulância, acabou por seguir para o hospital Santa Marcelina, na localidade brasileira de Itaquera, num carro normal, acompanhado por uma enfermeira. Isto ocorreu na quarta-feira de manhã, já quase 24 horas depois do incidente.

Ao chegar ao segundo hospital pôs-se novo obstáculo, desta vez burocrático, uma vez que o paciente deveria ter sido acompanhado até ao hospital Santa Marcelina com o médico que o atebndeu no primeiro hospital, algo do qual a família não foi avisada.

Antonio foi obrigado a voltar com a família para Ferraz e na noite de quarta-feira foi informado que o procedimento poderia ser feito em Itaquera, na quinta-feira.

Com efeito, ao fim de 40 horas, a protése dentária  que o homem tinha alojada na garganta foi retirada em 20 minutos, tendo o brasileiro voltado para o hospital de Ferraz, de onde teve alta no final da tarde de quinta-feira.

A família aguarda agora ops resultados dos exames que pediu a hospitais privados, para apurar se o tempo de espera a que Antonio foi sujeito não o deixou com lesões permanentes. Caso se venha a verificar, a família pondera avançar com uma ação judicial.

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