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Filho de português vítima de atentados de Paris recusa-se a cumprimentar Macron

Michael Dias esteve na homenagem ao pai, mas recuou para evitar o presidente francês.
Por J.C.M.|13.11.17
A cerimónia de homenagem ao imigrante português Manuel Dias - taxista abatido a 13 de novembro de 2015 junto ao Stade de France e que foi a primeira vítima dos atentados desse dia em Paris - ficou marcada por um gesto de protesto do filho da vítima.

Michael Dias, filho do homenageado, esteve presente na cerimónia que aconteceu esta segunda-feira de manhã junto à placa com o nome de Manuel que foi instalada junto ao Stade de France , mas recuou para a segunda fila quando o presidente Macron se dirigiu à família, após depositar uma coroa de flores. O presidente francês só abordou a mulher e a filha do taxista.

O filho do português tinha avisado que não ia à cerimónia, mas acabou por comparecer. Revelou à imprensa francesa a sua indignação perante as políticas do Governo francês para com as vítimas de terrorismo. Acusa Macron de insensibilidade, pelo valor irrisório das compensações e pela falta de apoio social e psicológico aos familiares dos atentados de 13 e 14 de novembro de 2015, que mataram 130 pessoas em vários locais de Paris.

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