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Independência da Catalunha fica suspensa

Recuo de Carles Puigdemont, que evitou declarar a independência imediata, recebido com lágrimas e assobios.
Por Ricardo Ramos|11.10.17
O discurso de ontem do presidente da Generalitat, o governo autónomo da Catalunha, não agradou nem aos separatistas nem ao governo espanhol. A multidão concentrada há várias horas junto ao parlamento catalão reagiu com lágrimas e alguns assobios à conclusão do discurso, quando Carles Puigdemont anunciou que a declaração de independência da Catalunha ficaria suspensa.
Independência da Catalunha fica suspensa

"Assumo do povo o mandato de que a Catalunha se converta num Estado independente em forma de república", afirmou Puigdemont, colhendo aplausos entusiásticos nas ruas, quando frisou que o resultado do referendo de 1 de outubro confirmou o direito dos catalães a escolherem a independência. Mas logo de seguida o líder da Generalitat lançou um balde de água fria sobre os milhares de nacionalistas que seguiam o discurso em ecrãs gigantes: "O governo, e eu mesmo, propomos ao ‘parlament’ que suspenda os efeitos da declaração de independência para estabelecer um processo de diálogo".

O discurso do presidente do governo catalão teve ainda outros momentos de diplomacia, embora pautados pela acusação a Madrid de responsabilidade exclusiva pela tensão que resultaria na violência policial que marcou a jornada de votação no referendo ilegal de 1 outubro: "As imagens do que aconteceu não as esqueceremos", afirmou, para dizer depois: "Todos devemos assumir a nossa responsabilidade no controlo das tensões. Não contribuirei nem com palavras nem com gestos para a aumentar".

Esta abertura ao diálogo desiludiu os nacionalistas, que esperavam uma mais taxativa declaração unilateral de independência e desagradou a Espanha, que, apesar do recuo de Puigdemont, considerou "inadmissível" declarar a independência "de forma implícita" para depois a suspender. 

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