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Juiz Moro trama manobra de Lula

Advogados do antigo presidente indicaram ao magistrado 87 testemunhas de defesa.

O juíz federal Sérgio Moro, de Curitiba, sul do Brasil, responsável pela parte da operação anti-corrupção Lava Jato que envolve políticos sem mandato, deu o troco à altura a uma nova manobra do ex-presidente Lula da Silva num processo em que este é acusado de receber "luvas" de 22,7 milhões de euros. Tentando claramente atrasar todo o processo para que Lula não corra o risco de ser condenado, o que inviabilizaria a sua corrida às presidenciais de 2018, os advogados do antigo presidente indicaram ao magistrado o impressionante número de 87 testemunhas de defesa.

Ao invés de proibir a indicação de tantas testemunhas (um absurdo evidente pois arguidos em processos semelhantes indicaram cinco, seis testemunhas, em alguns casos dez), Sérgio Moro decidiu aceitar ouvir todas as pessoas indicadas, mas impôs uma condição que trama Lula. No despacho em que aceitou as 87 indicações, o magistrado determinou igualmente que Lula da Silva tem obrigatoriamente de estar presente, lá em Curitiba, em todas as infindáveis audiências que serão necessárias para ouvir tanta gente.

Isso representa um duro revés para o antigo presidente, que tem verdadeiro pavor de aparecer em público, a não ser em eventos políticos de forças aliadas e cercado de seguranças. Lula receia a revolta das pessoas em consequência das inúmeras denúncias de que usou o cargo de presidente da República para enriquecer com "luvas" e outros benefícios ilícitos, boa parte deles pagos pelas constructoras Odebrecht e OAS.

Já que o propósito de Lula é claramente atrasar o processo o mais possível, Sérgio Moro também não escondeu a razão da exigência do comparecimento pessoal de Lula, que tenta sempre de todas as formas não comparecer a audiências ou tenta depor através de vídeoconferência. Moro escreveu no seu despacho que a exigência visa prevenir e desmotivar outros arguidos a indicarem um número exagerado de testemunhas, a maior parte delas irrelevantes e desnecessárias.

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