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Juiz trava posse de nova ministra do Trabalho de Temer

Cristiane Brasil é acusada de explorar funcionários.

Um juiz federal da cidade brasileira de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, suspendeu por decisão liminar (provisória) a posse da deputada federal Cristiane Brasil como nova ministra do Trabalho. A posse da nova ministra de Temer a envolver-se em polémica estava prevista para esta terça-feira em Brasília.

O magistrado, Leonardo da Costa Couceiro, considerou uma afronta que Michel Temer tenha indicado para comandar a pasta do Trabalho uma pessoa condenada por violar as leis trabalhistas do país e os direitos de trabalhadores a seu serviço. Cristiane Brasil foi condenada em pelo menos dois processos movidos por ex-motoristas, que a acusaram de os submeter a jornadas de trabalho desumanas e de não lhes pagar os direitos devidos.

Na sua sentença, o juiz considera que a referida nomeação de uma pessoa nessas circunstâncias fere a moralidade que deve pautar o serviço público, e estipulou uma multa de 131,5 mil euros caso o governo descumpra a sua decisão e dê posse à deputada. Em comunicado, a Advocacia-Geral da União, AGU, o órgão responsável por defender o governo central, informou que já recorreu da sentença do magistrado de Niterói e que Temer não recua da sua decisão de tornar a deputada federal a nova chefe da pasta do Trabalho.

Cristiane Brasil é filha do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do Partido Trabalhista Brasileiro, PTB, que ficou famoso em 2005 ao denunciar o escândalo de corrupção que ficou conhecido como "Mensalão" e que quase derrubou o então presidente Lula da Silva. Jefferson, que antes de romper com Lula também fazia parte do esquema fraudulento, confessou a sua participação e ficou vários anos preso, agora é um dos principais aliados de Michel Temer.

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