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Juncker ignora Portugal e diz que a Europa vai "de Espanha à Bulgária"

Presidente da Comissão Europeia demonstra pouco conhecimento da geografia do continente.
Por Lusa|13.09.17
O presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker disse esta quarta-feira em Estrasburgo que a Europa vai "De Vigo a Varna [na Bulgária] e de Espanha à Bulgária".
Juncker ignora Portugal e diz que a Europa vai "de Espanha à Bulgária"

O esquecimento de Portugal como ponto mais ocidental da Europa não passou despercebido aos eurodeputados portugueses. Marisa Marias até perguntou no Twitter: "A Europa vai desde Espanha até à Bulgária. Já assumiu que estamos de fora?"




Juncker falava em defesa do alargamento do Espaço Schengen à Roménia e à Bulgária. Mas a referência geográfica que utilizou está a dar polémica.

"A Europa deve ser uma União de igualdade. Igualdade entre os seus membros, grandes e pequenos, de Leste e de Oeste, do Norte e do Sul. Não se enganem, a Europa estende-se de Vigo a Varna. De Espanha à Bulgária", disse Junker aos eurodeputados.


Juncker defende criação do cargo de ministro das Finanças Europeu
Jean  Claude Juncker fez esta quarta-feira o discurso do Estado da União no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Falou da importância do Euro e defendeu a criação de um "ministro das Finanças europeu", que zelaria pelo euro e pelo cumprimento das regras a que os estados aderentes estão sujeitos.

O político luxemburguês defende a fusão dos postos de comissário europeu dos Assuntos Económicos e de presidente do Eurogrupo, para que a Europa passe a ter "um ministro europeu da Economia e Finanças".

Dirigindo-se ao Parlamento Europeu por ocasião do seu discurso sobre o Estado da União, Jean-Claude Juncker disse que uma das suas prioridades é "uma união económica e monetária mais forte", e, nesse contexto, manifestou-se favorável à criação de um fundo monetário europeu, de uma linha orçamental específica para a zona euro e à figura do "ministro da Economia e das Finanças".

"Precisamos de um ministro europeu da Economia e Finanças, alguém que acompanhe as reformas estruturais nos nossos Estados-membros. Ele pode apoiar-se no trabalho levado a cabo pela Comissão desde 2015, no quadro do seu serviço de apoio à reforma estrutural", apontou.


Euro alargado
Juncker defende o alargamento da moeda comum a mais estados e defende mesmo que o Euro deveria chegar a todos os estados membros. 

No seu discurso, o sucessor de Durão Barros fala sobre a Turquia e do seu desejo de ver a Bulgária e a Roménia integrados no Espaços Schengen, zona franca de circulação de cidadãos da UE, à qual Portugal está associado.

Críticas à Turquia
O presidente da Comissão Europeia admitiu esta quarta-feira que não é previsível que num futuro próximo a Turquia reúna as condições para aceder à União Europeia e instou Ancara a parar de insultar os Estados-membros e líderes europeus.

Dirigindo-se ao Parlamento Europeu por ocasião do discurso sobre o Estado da União, Jean-Claude Juncker lembrou que qualquer negociação com países candidatos assenta, acima de tudo, no "Estado de Direito, justiça e valores fundamentais", o que, argumentou, "afasta a Turquia" da adesão.

Segundo Juncker, "há já um tempo considerável que a Turquia se tem afastado" dos valores europeus e, como tal, da UE.

A título de exemplo, apontou que "o lugar dos jornalistas é nas redações, não nas prisões", apelando por isso às autoridades turcas que libertem os jornalistas detidos, "e não apenas os europeus".

"E parem de chamar aos nossos Estados-membros e chefes de Estado fascistas e nazis. A Europa é um continente de democracias maturas", advertiu.

O presidente do executivo comunitário disse ter, por vezes, "a impressão que há quem, na Turquia, queira quebrar as pontes, para depois responsabilizar a UE pelo fracasso nas negociações".

"Mas, do nosso lado, teremos sempre uma mão estendida, para o grande povo da Turquia e todos aqueles que queiram trabalhar connosco com base nos nossos valores comuns", disse.

Juncker quer Roménia e Bulgária no espaço Schengen

O presidente da Comissão Europeia defendeu ainda, durante o seu discurso sobre o Estado da União, em Estrasburgo, que "é mais que altura" de Roménia e Bulgária juntarem-se ao espaço Schengen de livre circulação.

Dirigindo-se ao Parlamento Europeu, o presidente do executivo comunitário argumentou que uma Europa com robustas fronteiras externas, como deve ser o caso, também tem que ser "inclusiva", e sustentou que é chegada a altura de dar acesso ao espaço Schengen a Roménia e Bulgária, e, em breve, à Croácia, assim que este país cumprir todos os critérios.

No mesmo sentido, Juncker manifestou o desejo de ver mais países aderirem à zona euro, pois o euro deve ser mais que a moeda de um grupo de países, e deve servir "para unir o continente, e não dividi-lo".

"Aproveitar o vento favorável"
Juncker deu conta do programa de trabalho da Comissão para 2018, realçando cinco áreas onde deseja ver a União Europeia mais forte: no comércio, indústria, alterações climáticas, cibersegurança e migrações.

"O vento é outra vez favorável, temos agora uma janela de oportunidade, mas que não vai ficar aberta para sempre. Aproveitemos por isso ao máximo o bom momento, e o vento nas nossas velas", disse, apontando então algumas das áreas onde considera que a Europa pode e deve fazer mais.

De acordo com o presidente da Comissão Europeia, a UE deve reforçar o programa comercial europeu e fechar acordos comerciais com vários parceiros, tornar a sua indústria "mais forte e competitiva", respeitando os consumidores em vez de os enganar (num "recado" dirigido à indústria automóvel europeia), liderar o combate às alterações climáticas, proteger melhor os cidadãos europeus na Internet e continuar a trabalhar no plano das migrações.

"Mesmo isto não é suficiente se queremos ganhar o coração dos europeus", sustentou, sublinhando a necessidade de dar novos passos concretos no processo de repensar o futuro da União Europeia, iniciado há cerca de um ano

Cimeira no primeiro dia após o Brexit
No discurso em Estrasburgo, Junker sugeriu a celebração de uma "cimeira especial" a 30 de março de 2019, no primeiro dia "pós-Brexit", que assinale o nascimento de uma nova União Europeia a 27 mais unida, forte e democrática.

Na parte final do seu discurso sobre o Estado da União, proferido perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Jean-Claude Juncker abordou a questão do 'Brexit', apontando que "29 de março de 2019 será o dia em que o Reino Unido deixará a União Europeia", num momento que classificou como "muito triste e trágico" na história do projeto europeu.

"Mas devemos avançar, porque o 'Brexit' não é tudo, não é o futuro da Europa. A 30 de março de 2019 seremos uma União a 27, e proponho que nos preparemos bem", disse, lembrando que algumas semanas depois da concretização da saída do Reino Unido terão lugar (em maio) as eleições europeias, "um encontro importante com a democracia europeia".

Nesse sentido, revelou que já pediu ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e à Roménia, que assegurará a presidência rotativa do Conselho da UE no primeiro semestre de 2019, que organizem "uma cimeira especial na Roménia a 30 de março", sugerindo mesmo como cenário "a bela cidade de Sibiu".

"Será o momento de nos reunirmos para tomar as decisões necessárias à construção de uma Europa mais unida, mais forte, mais democrática", disse.

Jean-Claude Juncker revelou a sua esperança de que, a 30 de março, "os europeus acordem numa União onde todos defendem os valores europeus, onde todos os Estados-membros respeitam sem hesitações o Estado de direito, e onde ser membro de pleno de direito da União monetária e do Espaço Schengen se tenha tornado a norma para todos.

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  • De rsantosxx13.09.17
    O homem é estupido. <br/>
5 Comentários
  • De jotasglo13.09.17
    E é por gente desta que estamos a ser governados. Vamos ver a reacção do Sr. Costa.
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  • De observadoratento13.09.17
    Ignorante e/ou idiota!
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  • De sednasapo13.09.17
    Portugal é mesmo um caso à parte!
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  • De rsantosxx13.09.17
    O homem é estupido.
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  • De Bichassa13.09.17
    Um Senhor que se diz Europeu, nem sabe o mapa geográfico ou ignora um País (Portugal), falta de respeito para com os Portuguêses.
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