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Mãe encontrada morta na cama com os filhos menores ao lado

Jovem desesperada deixou nota a dizer que matou as filhos para evitar que as separassem.
12.01.18

Uma mãe inglesa foi encontrada morta junto aos corpos dos dois filho na cama, numa casa em Greewich, Reino Unido.

Sydnie-Blu MacFarlane, de 29 anos, a filha Dolce-Mai Dada, de nove, e o filho Rhys Dada, de apenas três anos, estavam juntos na cama. Numa nota deixada pela mãe, antes de matar os dois filhos e cometer suicídio, Sydnie-Blu escreveu: "Estamos assim para sermos enterrados juntos. Ninguém me vai separar dos meus bebés".

O caso, ocorrido a 30 de janeiro do ano passado, deu origem a uma investigação judicial e foi aberto um inquérito para apurar as causas que levaram a mulher a tal estado de desespero de perder os filhos.

Segundo o que foi relatado em tribunal, a mulher tinha recebido uma ordem de despejo cerca de duas semanas antes de matar os filhos. Ainda, a mulher tinha sido traída pelo namorado (e pai das crianças) com uma amiga, depois de ter sofrido um aborto espontâneo.

A sequência de acontecimentos terá lançado Sydnie-Blu numa espiral depressiva. Que acabou com a mulher a drogas os filhos com metadona até morrerem. Uma garrafa com a substância foi encontrada junto aos corpos.

Segundo a polícia, a mulher temia que, depois de perder a casa, os Serviços Sociais lhe retirassem os filhos. "Ela estava profundamente desesperada e sentia que não tinha outra opção senão morrer e levar as vidas dos filhos consigo", considerou o detetive Dave Brooks, que esteve a cargo da investigação ao caso.

Os serviços de emergência, ao chegarem ao local, encontraram também mensagens escritas nas paredes de casa. "Temo pelas minhas crianças e tudo por causa da mãe que sou. Vou levá-las do veneno que está à volta delas", lia-se numa das mensagens rabiscadas.

Segundo a irmã de Sydnie-Blu, nenhum membro da família da inglesa falava com ela há mais de uma semana.

No quarto, para além de metadona e das notas escritas pela mulher, foram encontradas mensagens e figuras religiosas, assim como água benta.

"Não aguento mais. Perdi a família que amava. Dizem-se coisas nojentas sobre mim, mas deve ser isso o que eu mereço. Eu não sou os erros que fiz. Perdi o respeito que tinha por mim própria e arruinei tudo. Estou estragada para o resto da vida", lê-se nas últimas mensagens enviadas pela inglesa.

A investigação concluiu que a mulher agiu num "quadro de depressão e desespero perante a ideia de perder os filhos", pelo que, segundo a autópsia aos corpos, drogou-os com metadona primeiro. Terá escrito depois as mensagens em papel e nas paredes, suicidando-se em seguida.

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